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Putin espera por Temer na Rússia

Putin faz ofensiva para contar com ampla presença de chefes-de-estado para mostrar que Kremlin não está isolado

10 jun 2018
12h50
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Palácio do Planalto confirmou que presidente aceitou convite, mas ainda não marcou a data
Palácio do Planalto confirmou que presidente aceitou convite, mas ainda não marcou a data
Foto: Sergei Chirikov / Reuters

A diplomacia russa quer a presença do presidente Michel Temer em Moscou. O Estado apurou com a chancelaria russa que o Kremlin quer usar politicamente o evento para mostrar que não está isolado. A presença de líderes estrangeiros, portanto, é considerado como uma prioridade na estratégia diplomática e, diante de um boicote de líderes ocidentais, a esperança do governo de Vladimir Putin é de que o presidente brasileiro faça um deslocamento até Moscou.

Para a abertura da Copa, na quinta-feira dia 14, o governo brasileiro deverá ser representado pelo ministro dos Esportes, Leandro Cruz, que também visitará Sochi, a base da seleção.

Em busca de prestígio internacional, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, convidou Temer e todos os demais 30 chefes-de-estado de seleções classificadas ao Mundial.

No final de maio, pelo telefone, Putin e Temer debateram uma visita do brasileiro durante a Copa. O Estado apurou com o Palácio do Planalto que Temer aceitou o convite. Mas uma data não foi marcada. Nos bastidores, os russos apostam numa presença do brasileiro em uma eventual final, dia 15 de julho.

Vladimir Putin conversa com chanceler Angela Merkel e então presidente da Fifa, Sepp Blatter, no Maracanã
Vladimir Putin conversa com chanceler Angela Merkel e então presidente da Fifa, Sepp Blatter, no Maracanã
Foto: Alexey Nikolsky / Reuters

Putin, na condição de anfitrião da Copa de 2014, viajou até a final em 2014 no Maracanã, sentando na mesma fileira que a chanceler Angela Merkel, da presidente da Argentina, Cristina Kirschner, da presidente afastada Dilma Rousseff e ao lado do presidente do COI, Thomas Bach.

Temer não será o único sul-americano a perder o início da Copa. Maurício Macri, presidente da Argentina, não deve fazer a viagem até Moscou num primeiro momento, diante da crise econômica que vive o país e sua negociação com o FMI.

Quem estará na segunda-feira na Rússia é a nova presidente do Paraguai, Alicia Pucheta. O objetivo é de que ela promova a ideia da Copa do Mundo de 2030 no Cone Sul. Paraguai, Uruguai e Argentina irão se candidatar para receber o evento, em seu centenário.

O governo russo ainda anunciou que o presidente do Parlamento da Coreia do Norte, Kim Yong-nam, confirmou sua presença na abertura da Copa. O vice-primeiro-ministro chinês, Sun Chunlan, o libanês Saad Hariri, e o vice-chanceler austríaco, Heinz-Christian Strache, também teriam confirmado presença.

Mas a lista daqueles que irão boicotar o evento é importante. O governo do Reino Unido deixou claro que considerada que a Copa do Mundo na Rússia serve como o "mesmo exercício de relações públicas que Adolf Hitler usou em 1936 nos Jogos Olímpico de Berlim".

O governo polonês de Andrzej Duda confirmou que ele não pensa em viajar para Rússia. Outro que pode evitar Moscou é o governo da Islândia, sensação da Eliminatória e pela primeira vez num Mundial. Durante a Eurocopa de 2016, ministros islandeses se misturaram aos torcedores nos estádios franceses. Agora, consideram um boicote, ao lado de outros governos como o da Suécia e Dinamarca.

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