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Trump se irrita com Canadá e retira apoio a comunicado do G7

Presidente chamou premier Trudeau de "desonesto e fraco" e retirou apoio dos EUA de comunicado que luta contra protecionismo

10 jun 2018
10h13
atualizado às 11h24
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou seu apoio ao comunicado conjunto da cúpula do G7 em Charlevoix, no Canadá, sacramentando a divisão no grupo das potências mundiais.

O documento compromete os Estados-membros a lutarem contra o protecionismo e abre as portas para novas sanções contra a Rússia, cuja presença no G7 foi defendida publicamente por Trump. No entanto, o que o fez retirar o apoio ao comunicado foi um pronunciamento do primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau.

Trump retira apoio dos EUA a comunicado do G7
Trump retira apoio dos EUA a comunicado do G7
Foto: Yves Herman / Reuters

"Nós canadenses somos gentis, razoáveis, mas não seremos maltratados", sisse diretamente ao presidente norte - americano, "os canadenses não deixarão facilmente que os Estados Unidos sigam adiante com tarifas significativas contra nossa indústria de aço e alumínio e não deixarão que isso aconteça por supostos motivos de segurança nacional", disse o premier.

Ele ainda acrescentou que, desde a Primeira Guerra Mundial, o Canadá luta "lado a lado" com os EUA em "terras distantes"."Para nós, isso [as tarifas] é um insulto", reforçou. Trump, que já estava voando para Singapura, usou seu perfil no Twitter para rebater Trudeau.

 

 

"Baseado nas falsas declarações de Justin em sua coletiva de imprensa e no fato de que o Canadá está cobrando pesadas tarifas de nossos agricultores, trabalhadores e empresas, eu instruí os representantes dos EUA a não endossarem o comunicado, já que estamos avaliando tarifas sobre os automóveis que inundam o mercado norte-americano", escreveu.

Além disso, Trump chamou Trudeau de "desonesto e fraco" e disse que ele agira de forma "mansa" durante o G7. A posição do presidente apenas confirma o que já estava evidente: os EUA e os outros membros do grupo não concordam mais em praticamente nada. Essa divisão já havia surgido em 2017, na cúpula de Taormina, na questão ambiental, mas agora se expandiu para a postura com a Rússia e os debates sobre comércio internacional.

 

Ansa - Brasil   
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