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Putin aproveita grande vitória após conquistar mais 6 anos no comando da Rússia

19 mar 2018 - 07h57
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, consolidou sua reeleição de lavada nesta segunda-feira, ampliando seu domínio sobre o maior país do mundo por mais seis anos em um momento em que suas relações com o Ocidente estão em uma trajetória hostil.

Presidente russo, Vladimir Putin, discursa em Moscou
18/03/2018 Sergei Chirkov/POOL via Reuters
Presidente russo, Vladimir Putin, discursa em Moscou 18/03/2018 Sergei Chirkov/POOL via Reuters
Foto: Reuters

A vitória de Putin estenderá seu domínio político sobre a Rússia a quase um quarto de século até 2024 --o maior mandato desde o ditador soviético Josef Stalin--, quando Putin terá 71 anos. Putin prometeu usar seu novo mandato para reforçar as defesas da Rússia contra o Ocidente e para elevar padrões de vida.

Em um resultado que nunca esteve em dúvida, a Comissão Central Eleitoral, com quase 100 por cento dos votos apurados, anunciou que Putin, que tem governado a Rússia como presidente ou primeiro-ministro desde 1999, havia ganhado a eleição com 76,68 por cento dos votos.

Com mais de 56 milhões de votos, foi a maior vitória de Putin e a mais ampla de qualquer líder da era pós-soviética.

Em discurso na noite de domingo, perto da Praça Vermelha, Putin disse a uma multidão que interpreta a vitória como um voto de confiança no que alcançou nos últimos anos em difíceis condições.

"É muito importante manter essa união", disse Putin, antes de liderar a multidão em repetidos clamores de "Rússia!". Em seguida, ele disse a uma reunião de partidários que tempos difíceis estão vindo, mas que a Rússia tem a chance de fazer um "avanço".

Apoiado pela TV estatal, pelo partido governista, e com uma taxa de aprovação de cerca de 80 por cento, Putin não enfrentava nenhuma ameaça considerável em uma disputa com sete adversários.

Seu concorrente mais próximo, o candidato do Partido Comunista, Pavel Grudinin, conseguiu 11,8 por cento dos votos, enquanto o nacionalista Vladimir Zhirinovsky obteve 5,6 por cento. Seu oponente mais expressivo, o anticorrupção Alexei Navalny, foi proibido de concorrer.

Críticos afirmam que autoridades obrigaram pessoas a ir às urnas para garantir que a monotonia de uma disputa unilateral não levasse a um baixo comparecimento.

Os números mais recentes indicam que o comparecimento eleitoral foi de 67,47 por cento, pouco menos do que os 70 por cento que o governo estaria buscando, de acordo com reportagens da mídia russa.

A Comissão Central Eleitoral da Rússia disse na manhã desta segunda-feira que não havia registrado nenhuma queixa séria sobre violações e que, este ano, foram registradas metade das irregularidades do que na eleição de 2012.

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