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Putin apoia plano de paz da China para a Ucrânia e diz que Pequim entende o conflito

14 mai 2024 - 21h48
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O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou, em uma entrevista publicada na manhã da quarta-feira (horário local), que apoia o plano da China para uma solução pacífica da crise na Ucrânia, afirmando que Pequim tem um entendimento completo do que está por trás da crise.

Em entrevista à agência de notícias chinesa Xinhua antes de sua visita a Pequim nesta semana, Putin disse que a Rússia continua aberta ao diálogo e às negociações para resolver o conflito de mais de dois anos.

Para Putin, plano da China e outros "princípios" tornados públicos pelo presidente Xi Jinping no mês passado levaram em conta os fatores por trás do conflito.

"Somos positivos em nossa avaliação da abordagem da China para resolver a crise ucraniana", disse o presidente russo, de acordo com uma transcrição em russo no site do Kremlin.

"Em Pequim, eles realmente entendem suas causas fundamentais e seu significado geopolítico global", afirmou, acrescentando que os princípios adicionais, estabelecidos por Xi em conversas com o chanceler alemão Olaf Scholz, foram "passos realistas e construtivos" que "desenvolvem a ideia da necessidade de superar a mentalidade da guerra fria".

Pequim apresentou um documento de 12 pontos há mais de um ano que estabelecia princípios gerais para o fim da guerra, mas não entrou em detalhes específicos.

Na época, o documento teve uma recepção morna tanto na Rússia quanto na Ucrânia, enquanto os EUA disseram que a China estava se apresentando como pacificadora, mas refletindo a "falsa narrativa" da Rússia e deixando de condenar a invasão.

No mês passado, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, chamou a proposta de "plano razoável que a grande civilização chinesa propôs para discussão".

Os princípios adicionais de Xi exigem um "esfriamento" da situação, condições para restaurar a paz e criar estabilidade e minimizar os impactos sobre a economia mundial.

A Rússia vê o conflito como uma luta contra o "Ocidente coletivo", que não levou em conta as preocupações de segurança de Moscou ao promover a expansão da Otan para o leste e a atividade militar perto de suas fronteiras.

A Rússia chama suas ações na Ucrânia de "operação especial" para desarmar a Ucrânia e protegê-la dos fascistas. A Ucrânia e o Ocidente dizem que a alegação fascista não tem fundamento e que a guerra é um ato de agressão não provocado.

A Rússia e a China proclamaram uma relação "sem limites" poucos dias antes de Moscou lançar sua invasão à Ucrânia em fevereiro de 2022, mas Pequim tem evitado até agora fornecer armas e munições reais para o esforço de guerra da Rússia.

O plano de paz do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy exige a retirada das tropas russas, a restauração de suas fronteiras pós-soviéticas de 1991 e a responsabilização da Rússia por suas ações.

Uma "cúpula de paz" está programada para a Suíça em junho. Mas a Rússia não foi convidada, rejeita a iniciativa como sem sentido e diz que as negociações devem levar em conta as "novas realidades".

A China participou de algumas conversas preparatórias para a cúpula, e a Ucrânia fez grandes esforços para persuadi-la a participar.

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