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Presidente eleito da Colômbia busca refinanciamento da dívida pública

2 jul 2026 - 12h16
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O presidente eleito ‌da Colômbia, Abelardo De La Espriella, afirmou nesta quinta-feira que instruiu o futuro ministro da Fazenda, Miguel Gómez, a viajar para Washington para se reunir com bancos internacionais e instituições financeiras multilaterais, ⁠como parte de um esforço para refinanciar a ‌dívida pública do país e aliviar a pressão sobre as finanças públicas.

Em uma postagem ‌no X, De La Espriella ‌afirmou que a dívida líquida da Colômbia ⁠está em níveis historicamente elevados e que seu refinanciamento será uma das várias medidas que seu governo adotará para restaurar a ordem fiscal e reconstruir a confiança na economia.

Ele disse que ‌Gómez recebeu instruções para iniciar reuniões com bancos ‌internacionais e instituições ⁠financeiras multilaterais ⁠a fim de buscar melhores prazos de vencimento e custos ⁠de endividamento.

A ‌iniciativa ocorre em um ‌momento em que os investidores aguardam sinais de como o novo governo, que assume o cargo em 7 de agosto, lidará com ⁠as perspectivas fiscais cada vez mais sombrias da Colômbia.

Gómez afirmou na quarta-feira que o déficit fiscal está entre 7% e 8% do produto interno bruto, acima ‌dos níveis divulgados pelo governo anterior.

No início de junho, o Ministério da Fazenda da Colômbia ⁠elevou sua meta de déficit fiscal para 2026 de 5,1% para 5,3% do PIB. A Colômbia registrou um déficit fiscal de 6,4% do PIB em 2025.

O Comitê Autônomo da Regra Fiscal informou na semana passada que a Colômbia enfrenta um déficit de financiamento de 39,6 trilhões de pesos (US$11,55 bilhões) para cumprir sua meta fiscal de 2026 e que, sem medidas adicionais, o déficit em 2027 chegaria a 46 trilhões de pesos.

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