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Presidente do Chipre obriga ministros a renunciarem após explosão

28 jul 2011 - 06h40
(atualizado às 07h19)
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O presidente do Chipre, Dimitris Christofias, exigiu nesta quinta-feira a renúncia de todos seus ministros, em uma tentativa de acalmar o mal-estar popular pelas acusações de negligência na explosão que em 11 de julho custou a vida de 13 pessoas, informou a imprensa local.

O ministro de Relações Exteriores, Markos Kyprianou, chega ao palácio presidencial, em Nicosia
O ministro de Relações Exteriores, Markos Kyprianou, chega ao palácio presidencial, em Nicosia
Foto: Reuters

A detonação, que atingiu uma usina elétrica e gerou uma crise de fornecimento de energia, aumentou o descontentamento popular pela má situação econômica.

A decisão de Christofias de remodelar seu Gabinete acontece depois que nesta quarta-feira apresentaram suas renúncias os titulares das pastas de Saúde e Comércio, ambos membros do partido Diko, que governa em coalizão com o Partido Comunista do presidente.

Antes disso, já haviam caído os ministros das Relações Exteriores, do mesmo partido, e de Defesa, após a divulgação de que a explosão aconteceu em contêineres com explosivos que estavam à intempérie em uma base militar desde janeiro de 2009.

A explosão afetou a provisão elétrica e o abastecimento de água na ilha mediterrânea, elevando o descontentamento popular com um Governo acusado de incapacidade para combater a crise econômica e a divisão da ilha entre turco-cipriotas e grego-cipriotas.

Em uma recente pesquisa, 70% dos cipriotas asseguraram fazer uma avaliação "ruim" ou "muito ruim" do presidente.

Para piorar, a agência de classificação de riscos Moody''s rebaixou a qualificação da dívida do Chipre de A2 a Baa1 devido às "atuais preocupações quanto à situação fiscal, ampliadas pelas consequências econômicas e fiscais da destruição da estação elétrica de Vasilikoos em 11 de julho".

Além disso, a agência se refere ao crescente clima de divisão política e aos riscos dessa situação para os planos de reforma tributária do Executivo.

A Moody''s se referiu ainda à possibilidade de vários bancos requererem ajuda estatal, devido à sua vinculação com a situação na Grécia.

EFE   
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