Presidente do Chipre obriga ministros a renunciarem após explosão
O presidente do Chipre, Dimitris Christofias, exigiu nesta quinta-feira a renúncia de todos seus ministros, em uma tentativa de acalmar o mal-estar popular pelas acusações de negligência na explosão que em 11 de julho custou a vida de 13 pessoas, informou a imprensa local.
A detonação, que atingiu uma usina elétrica e gerou uma crise de fornecimento de energia, aumentou o descontentamento popular pela má situação econômica.
A decisão de Christofias de remodelar seu Gabinete acontece depois que nesta quarta-feira apresentaram suas renúncias os titulares das pastas de Saúde e Comércio, ambos membros do partido Diko, que governa em coalizão com o Partido Comunista do presidente.
Antes disso, já haviam caído os ministros das Relações Exteriores, do mesmo partido, e de Defesa, após a divulgação de que a explosão aconteceu em contêineres com explosivos que estavam à intempérie em uma base militar desde janeiro de 2009.
A explosão afetou a provisão elétrica e o abastecimento de água na ilha mediterrânea, elevando o descontentamento popular com um Governo acusado de incapacidade para combater a crise econômica e a divisão da ilha entre turco-cipriotas e grego-cipriotas.
Em uma recente pesquisa, 70% dos cipriotas asseguraram fazer uma avaliação "ruim" ou "muito ruim" do presidente.
Para piorar, a agência de classificação de riscos Moody''s rebaixou a qualificação da dívida do Chipre de A2 a Baa1 devido às "atuais preocupações quanto à situação fiscal, ampliadas pelas consequências econômicas e fiscais da destruição da estação elétrica de Vasilikoos em 11 de julho".
Além disso, a agência se refere ao crescente clima de divisão política e aos riscos dessa situação para os planos de reforma tributária do Executivo.
A Moody''s se referiu ainda à possibilidade de vários bancos requererem ajuda estatal, devido à sua vinculação com a situação na Grécia.