Presidente de Cuba se diz aberto a diálogo sério com EUA
Díaz-Canel mostrou prontidão para resolver 'divergências existentes' com Washington
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta segunda-feira (6) que está disposto a abrir um "diálogo bilateral sério e responsável" com os Estados Unidos para resolver as "divergências existentes".
Em uma publicação nas redes sociais, o mandatário declarou que se reuniu com Pramila Jayapal e Jonathan Jackson, dois representantes de Washington.
"Denunciei os danos criminosos causados pelo bloqueio, particularmente as consequências da crise energética imposta pelo atual governo dos EUA e suas ações cada vez mais agressivas", afirmou Díaz-Canel.
Paralelamente, o embargo dos Estados Unidos contra Cuba completou 66 anos. Em 6 de abril de 1960, o chamado Memorando Mallory, redigido pelo então subsecretário de Estado adjunto para Assuntos Interamericanos, Lester Mallory, foi divulgado pelas autoridades.
O documento, de uma página, abordava explicitamente "o declínio e a queda de Castro" e propunha, pela primeira vez, "adotar prontamente todos os meios possíveis para enfraquecer a vida econômica de Cuba".
A data foi duramente criticada por Bruno Rodríguez, atual ministro das Relações Exteriores de Cuba, que classificou o embargo como um "bloqueio genocida e uma política de estrangulamento econômico que o governo dos EUA impôs a Cuba por quase sete décadas".
"É por isso que estão nos impondo um embargo energético sem precedentes, ameaçando qualquer nação soberana com o rompimento de relações com o nosso país, perseguindo nossa legítima cooperação médica, incluindo-nos unilateral e fraudulentamente em uma lista de supostos patrocinadores estatais do terrorismo e travando uma guerra cognitiva e de comunicação com o objetivo de legitimar as mentiras que sustentam suas medidas", concluiu.