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Praia na Sardenha cria regra polêmica e proíbe guarda-sol para pessoas entre 10 e 65 anos de idade

A praia de Punta Molentis, na Sardenha, agora adota uma nova norma que chama a atenção de turistas e moradores.

12 jun 2026 - 19h02
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A praia de Punta Molentis, na Sardenha, agora adota uma nova norma que chama a atenção de turistas e moradores. O uso de guarda-sol permanece proibido para pessoas entre 10 e 65 anos. As autoridades já aplicam a medida, válida para a temporada de verão. Essa regra integra um conjunto de ações voltadas à proteção ambiental dessa faixa de areia, considerada uma das mais sensíveis da região. Dessa forma, o tema entra em debate, principalmente entre frequentadores que costumam levar seus próprios equipamentos de sombra.

O poder público incluiu a decisão em um regulamento local que reorganiza o acesso à praia, o tipo de estrutura permitida e a quantidade de visitantes por dia. Segundo autoridades municipais, a intenção não consiste em dificultar o turismo, mas em reduzir o impacto causado por objetos que perfuram a areia e pressionam áreas de vegetação costeira. Além disso, o tema reacende discussões sobre até que ponto restrições ambientais podem interferir na rotina de lazer.

Por que Punta Molentis proibiu guarda-sol para quem tem entre 10 e 65 anos?

A nova regra em Punta Molentis foca principalmente a preservação do ecossistema costeiro. A praia apresenta dunas, vegetação frágil e uma faixa de areia limitada. O aumento de visitantes durante o verão europeu pressiona ainda mais essa área. As autoridades apontam a perfuração constante da areia por hastes de guarda-sol, cadeiras e outros suportes como fator de erosão e compactação do solo. Assim, o processo prejudica raízes de plantas e favorece o avanço do mar.

Ao restringir guarda-sóis para pessoas entre 10 e 65 anos, o regulamento busca diminuir a quantidade de estruturas individuais fincadas na praia. Crianças pequenas e idosos, que enfrentam maior vulnerabilidade ao sol, ainda podem utilizar sombrinhas e equipamentos de proteção. No entanto, eles devem seguir as regras locais, com acompanhamento ou identificação adequada. A ideia equilibra a necessidade de sombra com a proteção da chamada zona de dunas, que funciona como barreira natural contra a erosão.

Além disso, essa política procura desestimular o transporte de grandes volumes de itens de praia. Desse modo, gestores pretendem reduzir impactos indiretos, como o pisoteio em áreas sinalizadas, o descarte inadequado de lixo e o uso de espaços já sobrecarregados. A praia de Punta Molentis, frequentemente citada em roteiros turísticos, recebe forte pressão de um fluxo intenso de visitantes concentrados em poucos meses do ano.

guarda-sol_depositphotos.com / AllaSerebrina
guarda-sol_depositphotos.com / AllaSerebrina
Foto: Giro 10

Quais são os objetivos ambientais dessa regra em Punta Molentis?

A palavra-chave central nesse debate é proteção ambiental. Em Punta Molentis, a regra dos guarda-sóis integra uma estratégia mais ampla de conservação da linha costeira. Dessa forma, os gestores definem alguns objetivos principais:

  • Redução da erosão das dunas: gestores buscam evitar que hastes metálicas ou de plástico perfurem áreas sensíveis.
  • Preservação da vegetação nativa: o regulamento protege plantas que ajudam a fixar a areia no lugar.
  • Controle da superlotação: a norma limita a quantidade de itens que ocupam espaço na praia e dificultam a circulação.
  • Organização do uso do solo: o plano define áreas para circulação, banho e permanência, o que diminui conflitos entre banhistas.

Especialistas em gestão costeira afirmam que praias mediterrâneas, como as da Sardenha, enfrentam o aumento do nível do mar, tempestades mais fortes e a pressão de um turismo cada vez mais intenso. Em cenários assim, autoridades consideram medidas restritivas, como a limitação de guarda-sóis, um meio para prolongar a vida útil das áreas balneares. Ao mesmo tempo, essas regras buscam evitar danos irreversíveis à paisagem.

Em relatórios recentes, pesquisadores também destacam a importância da educação ambiental dos visitantes. Assim, campanhas informativas explicam por que pequenas ações, como fincar um guarda-sol ou retirar uma planta, podem gerar impactos significativos ao longo dos anos.

Que outras regras passaram a valer na praia de Punta Molentis?

A proibição de guarda-sol para pessoas entre 10 e 65 anos não representa a única mudança em Punta Molentis. O regulamento traz um pacote de normas que tenta reorganizar o turismo local. Entre as principais diretrizes, destacam-se:

  1. Controle de acesso diário: o poder público limita o número de pessoas que podem entrar na praia por dia. Em alguns períodos, visitantes precisam de sistema de reservas ou bilhetes.
  2. Área de sombra organizada: em vez de guarda-sóis individuais, parte da sombra vem de estruturas autorizadas, como tendas ou ombrelones de estabelecimentos licenciados.
  3. Proibição da retirada de areia e pedras: a coleta de lembranças naturais permanece vetada para preservar o equilíbrio local.
  4. Restrições a cadeiras e equipamentos volumosos: a norma limita itens que ocupem grande espaço na faixa de areia e prejudiquem a circulação.
  5. Fiscalização mais intensa: agentes ambientais fazem rondas, orientam frequentadores e, quando necessário, aplicam multas.

Essas regras seguem uma tendência observada em outras áreas da Sardenha. Em várias praias famosas, autoridades passaram a exigir reservas antecipadas, taxas de acesso e restrição de objetos. Em todos esses casos, gestores usam como argumento a necessidade de reduzir danos causados por temporadas de alta lotação.

Além das normas físicas, alguns municípios investem em monitoramento por sensores e contagem digital de visitantes. Assim, as prefeituras conseguem ajustar o limite diário de pessoas de acordo com as condições climáticas e a sensibilidade da área em cada dia.

Por que a proibição de guarda-sol gerou tanta polêmica?

A decisão de Punta Molentis entra em debate principalmente porque afeta um item básico na rotina de praia. Muitos frequentadores associam o guarda-sol à proteção contra o sol forte do verão italiano e à possibilidade de permanência prolongada na areia. Dessa maneira, parte do público enxerga a restrição para pessoas entre 10 e 65 anos como uma medida desigual, que cria grupos com direitos diferentes a um mesmo serviço de sombra.

Outro ponto recorrente no debate envolve o impacto econômico. Quem não pode usar guarda-sol próprio tende a recorrer a serviços pagos de estruturas autorizadas. Como resultado, o custo de um dia de praia pode aumentar. Críticos afirmam que a regra, ainda que se apoie em razões ambientais, acaba favorecendo operadores turísticos e dificultando o acesso de famílias com orçamento mais apertado.

Além disso, várias pessoas questionam a forma de fiscalização. Situações de dúvida sobre a idade dos banhistas ou sobre o tipo de equipamento permitido podem gerar conflitos entre agentes e turistas. A alternativa de contar apenas com sombras fixas ou naturais, como rochas e vegetação, nem sempre atende à demanda em dias de grande movimento.

Apesar da polêmica, autoridades locais reforçam o caráter temporário da medida e declaram que podem revisar as regras com base nos resultados obtidos ao longo das temporadas. A experiência em Punta Molentis serve como exemplo de um desafio maior. Gestores de regiões costeiras da Itália e de outros destinos mediterrâneos ainda buscam conciliar turismo de massa e preservação ambiental, sem excluir visitantes nem comprometer a saúde dos ecossistemas.

guarda-sol_depositphotos.com / AllaSerebrina
guarda-sol_depositphotos.com / AllaSerebrina
Foto: Giro 10
Giro 10
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