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Pianista chinês defende liberdade artística após polêmica nos EUA

29 jan 2011 - 06h04
(atualizado às 07h56)
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O aclamado pianista chinês Lang Lang explicou que o motivo para interpretar a canção Minha pátria (da tradução do título em inglês) no jantar de gala que a Casa Branca ofereceu ao presidente Hu Jintao e que algumas vozes tacharam de antiamericano, foi unicamente porque a considera uma bela melodia desde criança.

"Selecionei a canção porque foi uma das minhas favoritas desde minha infância. O motivo da escolha foi pela beleza de sua melodia", disse Lang Lang em seu blog pessoal. Minha pátria, a música da discórdia, é hoje considerada um hino nacional na China e apareceu pela primeira vez no filme A batalha da montanha de Shangganling, de 1956, que relata a luta das tropas chinesas contra as americanas na Guerra da Coreia (1950-1953).

Enquanto os presidentes Barack Obama e Hu Jintao digeriam a lagosta e o lombinho de boi no jantar de gala de 19 de dezembro, Lang Lang interpretava ao piano a versão instrumental da canção, cuja letra fala: "Quando vêm amigos, lhes oferecemos bebida. Mas quando se aproximam os lobos, tiramos os rifles de caça".

A ocorrência de incluir esta canção na programação do jantar na Casa Branca provocou ironia e risos entre a comunidade cultural chinesa, assim como dúvidas sobre se o pianista queria ridicularizar seus anfitriões ou que ele tenha se equivocado.

O músico defendeu sua qualidade de artista desvinculado da política e reforçou em diversas ocasiões que considera tanto os EUA como a China suas duas casas. Muitos chineses, que mantêm com os Estados Unidos uma relação de concorrência e admiração, interpretaram a escolha do pianista como uma pequena vingança chinesa em seu novo papel de potência econômica.

"Lang Lang representou todos os chineses", afirmou um internauta no fórum do jornal Wen Wei Po. "Já não temos medo de nenhuma guerra ou hegemonia", disse ele. Para outros, sobretudo analistas políticos, a escolha do jovem pianista põe em perigo a sempre delicada relação entre Washington e Pequim. "O que aconteceria se os americanos fizessem algo parecido aqui, e tocassem uma canção anti China numa ocasião similar?", disse o professor de filosofia Gu Su, da Universidade de Nankín, no jornal South China Morning Post.

Shuoliao Luoxuan, pseudônimo de um internauta, diz no fórum da agência oficial Xinhua que "Lang Lang demonstrou ser o artista mais famoso e importante do mundo com seu truque de magia".

EFE   
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