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Pelo menos 37 pessoas morrem em incidente com gasoduto na Nigéria, afirma grupo

4 set 2026 - 09h10
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Resumo
Ao menos 37 pessoas morreram intoxicadas ao tentarem furar um duto para roubar petróleo no Estado de Rivers, sul da Nigéria, segundo um grupo ambientalista. O episódio reflete o recorrente problema de vandalismo e furto de combustíveis no Delta do Níger, que causa tragédias e poluição. A polícia confirmou que o incidente ocorreu durante uma tentativa de desvio do produto, mas autoridades ainda investigam as circunstâncias para confirmar oficialmente o número total de vítimas.

Pelo menos 37 ‌pessoas morreram após inalarem gases tóxicos enquanto tentavam furar um gasoduto no sul da Nigéria, informou um grupo ambientalista nesta sexta-feira, embora as autoridades ainda não tenham confirmado o número de ⁠vítimas.

O Centro de Defesa dos Jovens e ‌do Meio Ambiente informou que o incidente ocorreu por volta da meia-noite de quinta-feira em ‌Okrika, no Estado de ‌Rivers. A polícia afirmou que as vítimas ⁠morreram enquanto tentavam roubar petróleo.

"A investigação está em andamento para apurar as circunstâncias do incidente e verificar os fatos", disse o porta-voz da polícia de Rivers, ASP Blessing Kaborlo Agabe.

O ‌incidente, que registrou o maior número de mortes ‌conhecido desde pelo ⁠menos outubro ⁠de 2023, destaca o problema persistente do roubo de ⁠petróleo e do ‌vandalismo em gasodutos ‌no Delta do Níger, onde a extração ilegal tem causado mortes, poluição e prejuízos à indústria petrolífera da Nigéria.

O grupo ambientalista informou ⁠que o incidente ocorreu no cais de Okari enquanto uma embarcação estava sendo carregada e supostos ladrões estavam desviando um produto petrolífero sob alta pressão ‌para barcos. Segundo o grupo, outras pessoas estavam desaparecidas e corpos foram vistos flutuando no ⁠rio.

A Reuters não conseguiu confirmar de forma independente o que aconteceu nem o número de mortos.

O Corpo de Segurança e Defesa Civil da Nigéria disse que os números de vítimas que circulavam ainda não haviam sido verificados e que a substância envolvida exigia confirmação técnica.

Afirmou que está trabalhando com órgãos de segurança para determinar o número de mortos, feridos e desaparecidos, e investigar possíveis negligências, conluio ou cumplicidade criminosa.

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