Parque alerta turistas sobre risco de lamber sapo que libera toxina psicodélica
Segundo serviço dos Estados Unidos, a substância alucinógena pode causar fortes enjoos em contato com o corpo humano
O Serviço Nacional dos Parques dos Estados Unidos está pedindo para que os visitantes em parques no Colorado deixem de tentar lamber o sapo do deserto de Sonora (Bufo alvarius), que possui uma toxina psicodélica. Lambê-la representa um grande risco à população de sapos.
Em um aviso publicado nas redes sociais, os turistas foram avisados sobre os efeitos colaterais de expor seu corpo à substância através de contato direto com o animal. A substância alucinógena liberada pelo anfíbio, 5-MeO-DMT, pode causar fortes enjoos em contato com o corpo humano.
Além disso, a ação também representa um grande risco à população de sapos, já que muitos deles acabam morrendo após serem lambidos.
"Aqui está o conteúdo que ninguém pediu, mas que nós precisávamos oferecer. Esses sapos têm glândulas proeminentes que secretam uma toxina potente. Ela pode causar enjoos se você pegar o sapo com as mãos ou colocar o veneno na boca", diz o post do NPS.
Segundo as autoridades locais, para causar efeitos no corpo humano, a toxina que o sapo libera precisa ser cristalizada antes de ser ingerida. É após esse processo que ela passa a ser classificada como uma droga psicodélica de nível 1 pelo governo estadunidense e se torna capaz de causar euforia e "fortes alucinações auditivas".
Esse nível inclui psicodélicos que não têm uso medicinal e com grande potencial de uso abusivo, como a heroína e o ecstasy. Essa toxina é capaz de matar um cachorro de grande porte, de acordo com dados do Museu do Deserto de Sonora, no Arizona.
"Como nós alertamos sobre a maior parte das coisas presentes em um parque nacional, sejam elas uma casca de banana, um cogumelo estranho ou um sapo grande com olhos que brilham no escuro: por favor, evite lamber", completou o NPS.