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Parlamento de Cuba aprova abertura econômica da ilha

Díaz-Canel negou que medidas respondam à pressão dos EUA

19 jun 2026 - 14h25
(atualizado às 15h00)
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O Parlamento de Cuba aprovou por unanimidade na quinta-feira (18) um amplo pacote de reformas para abrir a economia da ilha, que enfrenta a mais grave crise em décadas.

Cubana assiste a discurso de Díaz-Canel na TV sobre reforma econômica na ilha
Cubana assiste a discurso de Díaz-Canel na TV sobre reforma econômica na ilha
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em um discurso histórico à Assembleia Nacional, o primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz apresentou 176 medidas destinadas a reduzir o papel do Estado na economia e a atrair investimentos em diversos setores.

O plano prevê a entrada de novos operadores no setor turístico; maior abertura ao investimento estrangeiro; incentivos para a agricultura e o comércio exterior; além de maior autonomia para as empresas estatais e administrações locais. As reformas visam ainda fortalecer o papel do setor privado e flexibilizar alguns mecanismos centralizados de controle econômico.

Em seu discurso aos parlamentares, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, refutou as acusações de que as medidas seriam uma resposta à pressão dos Estados Unidos.

"Não estamos fazendo isso por pressão dos americanos, mas porque chegamos a um momento de maturidade e reflexão", disse.

O chefe de Estado também reconheceu a gravidade da situação econômica, afirmando que o país está vivenciando "os momentos mais difíceis deste século" e que existe uma "responsabilidade histórica" em encontrar soluções para a crise.

"É hora de mudar tudo o que precisa ser mudado para avançarmos", reforçou Díaz-Canel, admitindo que o processo de reforma "não será fácil".

O mandatário também reiterou a disposição de Havana em dialogar com Washington "sem ódio e sem medo", afirmando que Cuba está pronta para construir uma relação "civilizada e respeitosa" com os EUA.

Ao mesmo tempo, denunciou o endurecimento das sanções e o bloqueio econômico feito pelo governo de Donald Trump, classificando-os como um "castigo bárbaro, imerecido e insuportável" que continua a pesar sobre as perspectivas de recuperação da ilha caribenha. 

Ansa - Brasil
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