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Para o 105º aniversário do PCC, Xi Jinping promete um Exército 'forte' e uma China 'unida'

O presidente chinês, Xi Jinping, se comprometeu a fortalecer e modernizar as Forças Armadas, erradicar a corrupção no Partido Comunista Chinês (PCC) e retomar o controle de Taiwan. As declarações foram feitas em discurso dirigido a autoridades políticas e militares reunidas no Grande Salão do Povo, em Pequim, por ocasião do 105º aniversário de fundação do PCC. No mesmo dia, entrou em vigor uma nova lei sobre a "unidade étnica", denunciada por Taiwan e por organizações de direitos humanos como uma ferramenta para exercer pressão extraterritorial.

1 jul 2026 - 11h34
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Xi Jinping, no poder desde o fim de 2012, enfatizou a importância de manter "um Exército forte". Ele prometeu "preservar a liderança absoluta do Partido" sobre as Forças Armadas e "promover a modernização da defesa nacional". Também afirmou que o PCC deve "travar de forma resoluta a batalha decisiva, de longo prazo e abrangente contra a corrupção".

A poderosa Comissão Militar Central, presidida por Xi Jinping, adotou novas medidas em maio, segundo a mídia estatal, para "estabelecer regras rigorosas" relacionadas à disciplina, ao treinamento, à gestão e à supervisão de oficiais militares de alta patente. No entanto, a ampla campanha anticorrupção abalou a cúpula militar: dois ministros da Defesa foram destituídos em três anos e a Comissão Militar Central, que anteriormente contava com sete membros, é hoje composta apenas por Xi e um general. Diante desse cenário, analistas questionam a capacidade do Exército chinês de atuar de forma eficaz em um eventual conflito.

O presidente chinês também reafirmou sua determinação de ver a China assumir o controle de Taiwan, a ilha democrática cuja soberania é reivindicada por Pequim. "Resolver a questão de Taiwan e alcançar a reunificação completa da pátria é uma missão histórica inabalável do nosso Partido e a aspiração comum de todo o povo chinês", declarou, conclamando o país a "opor-se à interferência de forças externas", sem mencionar nenhuma nação especificamente.

Lei de "unidade étnica"

Paralelamente, entrou em vigor a nova lei sobre "unidade étnica". Oficialmente destinada a "forjar uma identidade nacional compartilhada" entre os diferentes grupos étnicos e a "fortalecer a coesão do país", a norma prevê punições para o envolvimento em "atividades terroristas violentas, atividades separatistas de cunho étnico ou atividades extremistas religiosas".

O texto também estabelece que indivíduos e organizações no exterior podem ser responsabilizados por violações, conferindo a Pequim um instrumento jurídico com alcance além de suas fronteiras.

Taiwan condenou veementemente a legislação, argumentando que ela amplia as "ameaças e a intimidação contra a população da ilha e outras nações". O ministério das Relações Exteriores taiwanês alertou que, "no futuro, cidadãos de qualquer país cujas palavras ou ações sejam consideradas inaceitáveis pela China poderão se tornar alvos" da nova lei.

Por sua vez, o Conselho de Assuntos do Continente, órgão responsável pelas relações com Pequim, avalia que a legislação servirá de "base jurídica" para intensificar a repressão aos direitos humanos em Xinjiang e no Tibete, além de ampliar as ameaças contra vozes internacionais que apoiam Taiwan.

Em contrapartida, Pequim defende a medida, alegando ter o direito "legítimo" de atingir indivíduos além de suas fronteiras. Organizações de direitos humanos, porém, consideram a lei um pretexto jurídico para promover e aprofundar políticas de assimilação forçada de minorias em benefício da maioria han.

Com AFP

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