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Papa pede que conflito armado na Etiópia seja resolvido com 'diálogo'

Leão XIV demonstrou preocupação diante da escalada nos últimos dias

30 set 2026 - 12h24
(atualizado às 12h59)
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Resumo
O papa Leão XIV apelou pelo fim do conflito armado na Etiópia, defendendo o diálogo e ajuda humanitária internacional para alcançar a paz duradoura. O pedido ocorre em meio à retomada dos combates entre forças do governo e a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF), que afeta Tigré, Afar e Amhara desde 22 de setembro. A escalada de violência ameaça o acordo de paz de Pretória e, segundo Médicos Sem Fronteiras, já resultou em mais de 700 feridos em apenas uma semana.

O papa Leão XIV pediu para que a atual crise na Etiópia seja resolvida "pelo caminho do diálogo".

Robert Prevost abordou escalada do conflito armado na Etiópia em Audiência Geral
Robert Prevost abordou escalada do conflito armado na Etiópia em Audiência Geral
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Ao final da audiência geral, nesta quarta-feira (30), o pontífice manifestou preocupação com a retomada das hostilidades no Tigré e nas regiões vizinhas de Afar e Amhara, no norte do país.

"O conflito armado nunca resolve problemas, mas apenas os agrava, deixando para trás nada além de morte e destruição", observou Robert Prevost, segundo o qual, "apenas o diálogo pode lançar as bases para uma paz duradoura".

"Espero que a comunidade internacional ofereça sua generosa contribuição para garantir ajuda humanitária a todos", reforçou Leão XIV.

O apelo papal foi feito em meio a uma forte escalada da violência na Etiópia: desde 22 de setembro, combates entre forças ligadas à Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) e tropas do governo etíope voltaram a atingir diferentes localidades da região, colocando em risco o frágil acordo de paz firmado em Pretória, em novembro de 2022.

De acordo com informações divulgadas nesta quarta pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), o conflito já deixou mais de 700 feridos desde a semana passada. 

Ansa - Brasil
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