EUA anunciam fim da missão oficial contra jihadistas no Iraque
Tropas da coalizão permaneceram no país por 12 anos
Após 12 anos, os Estados Unidos anunciaram o fim oficial da missão militar contra o Estado Islâmico no Iraque, marcada pela desocupação da Base Aérea de Erbil. Iniciada em 2014 para combater o avanço jihadista na região, a operação da coalizão internacional foi concluída após a derrota do grupo e a recente retirada de tropas, incluindo as italianas. O primeiro-ministro iraquiano celebrou o marco, enfatizando o início de uma nova fase focada na soberania nacional e no fortalecimento de suas forças.
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (30) o fim da missão oficial contra jihadistas no Iraque após 12 anos.
"A retirada ordenada de forças e equipamentos da coalizão da Base Aérea de Erbil marca a conclusão bem-sucedida da missão militar que derrotou o grupo Estado Islâmico no Iraque", afirmou em comunicado o porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, Sean Parnell.
O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, celebrou a novidade.
"Uma nova fase se inicia, caracterizada pela soberania do Iraque, pela força de suas instituições, pela prontidão de suas forças, pela unidade na tomada de decisões e por parcerias equilibradas com seus amigos", declarou Al-Zaidi.
As tropas da coalizão lideradas pelos americanos foram enviadas ao Iraque e à Síria em 2014 para combater o grupo Estado Islâmico, que havia tomado vastas áreas de território, perpetrando massacres e forçando milhares de mulheres e crianças à escravidão.
O grupo foi derrotado no Iraque em 2017 e na Síria em 2019, mas as forças da coalizão permaneceram no local para combater os remanescentes da organização.
Em 2024, os EUA e o Iraque concordaram em encerrar gradualmente a missão.
Ontem, a Itália concluiu a retirada de suas tropas no país.
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