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Papa expressa preocupação com escalada da guerra na Ucrânia e impacto sobre civis

Leão XIV voltou a fazer um apelo pela paz durante audiência no Vaticano

27 mai 2026 - 07h54
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O papa Leão XIV voltou a fazer um apelo pela paz na Ucrânia e manifestou preocupação com as vítimas civis da escalada do conflito desencadeado pela Rússia, durante a audiência geral realizada nesta quarta-feira (27), no Vaticano.

    Demonstrando preocupação com a intensificação da guerra, o pontífice lamentou os ataques que atingem civis e reforçou a necessidade de buscar soluções pacíficas. "Estou preocupado com a guerra na Ucrânia, que se intensificou significativamente nos últimos dias", afirmou.

    O líder da Igreja Católica também declarou sua proximidade com as pessoas afetadas pelos bombardeios recentes, especialmente os civis atingidos pela violência, e criticou os efeitos devastadores da guerra.

    "A guerra não resolve problemas, mas os agrava; não cria segurança, mas multiplica o sofrimento e o ódio", disse.

    Segundo Leão XIV, os ataques com "mísseis e drones" não apenas destroem casas e locais de oração, mas também "matam vidas inocentes e fazem a esperança desaparecer".

    Por fim, o Papa confiou "todos os povos feridos pela guerra" à proteção de Maria, a Rainha da Paz, renovando seu apelo pelo fim do conflito e pela reconciliação entre as nações.

    A declaração ocorre poucos dias após um ataque maciço das forças armadas russas à capital ucraniana, realizado com cerca de 600 drones e ao menos 90 mísseis. A ofensiva matou pelo menos quatro pessoas e deixou mais de 100 feridos.

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o ataque como "insensato" e afirmou que diversos edifícios históricos também foram danificados.

    Moscou, por sua vez, segue afirmando que os alvos são "instalações do complexo militar-industrial ucraniano em Kiev, incluindo locais específicos onde drones são projetados, fabricados, programados e preparados para uso".

    Ontem (26), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que "os ataques a Kiev foram realizados e continuarão a ser realizados" e, portanto, o corpo diplomático estrangeiro será alertado formalmente. .

Ansa - Brasil
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