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Papa demonstra 'preocupação' com confrontos em Jerusalém

Cidade tem sido palco de tensão entre palestinos e policiais

9 mai 2021 10h59
| atualizado às 11h08
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O papa Francisco afirmou neste domingo (9) que acompanha com "preocupação" a escalada de tensão em Jerusalém.

Palestina ferida durante protesto contra despejos no bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental
Palestina ferida durante protesto contra despejos no bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Em sua bênção dominical, o líder da Igreja Católica disse rezar para que a cidade sagrada seja "lugar de encontro, e não de embates".

"Convido todos a buscarem soluções compartilhadas para que a identidade multirreligiosa e multicultural da cidade sagrada seja respeitada e para que a fraternidade possa prevalecer. A violência só gera violência", acrescentou.

Apenas na última madrugada, cerca de 100 palestinos e 17 policiais de Israel ficaram feridos em embates em Jerusalém Oriental. Um foguete foi disparado da Faixa de Gaza, área controlada pelo Hamas, e Israel respondeu bombardeando um posto militar do grupo fundamentalista.

A Esplanada das Mesquitas vem sendo palco de protestos contra as recorrentes construções de assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental, que é reivindicada como capital de um futuro Estado palestino.

Essa área é ocupada desde 1967 por Israel, que diz que Jerusalém é indivisível, em um ato não reconhecido pela maior parte da comunidade internacional. Na noite anterior, mais de 200 palestinos já haviam ficado feridos após uma incursão da polícia israelense na mesquita de Al-Aqsa.

As forças de segurança de Israel alegam que os manifestantes lançaram pedras e rojões contra os agentes. "Israel está agindo responsavelmente para garantir o respeito à lei e à ordem em Jerusalém, enquanto permite a liberdade de culto", disse o premiê israelense, Benjamin Netanyahu.

Já os enviados de EUA, Rússia, União Europeia e ONU expressaram "profunda preocupação" pelos confrontos e criticaram as "declarações provocatórias de alguns grupos políticos" e o lançamento do foguetes contra Israel.

Além disso, pediram "moderação" às autoridades israelenses. 

Ansa - Brasil   
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