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Padre italiano raptado no Níger em 2018 é libertado no Mali

Além do religioso, outro italiano que estava no cativeiro foi liberado

8 out 2020 17h53
| atualizado às 18h35
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O governo de Bamako anunciou nesta quinta-feira (8) que o padre italiano Pierluigi Maccalli, sequestrado no Níger, na África Subsaariana em 2018, foi libertado no Mali por militantes jihadistas.
    Segundo fontes oficiais, o italiano Nicola Chiacchio, que estava no cativeiro com o religioso, também foi liberado.
    Maccalli, originário da diocese de Crema, no norte da Itália, foi sequestrado em 17 de setembro de 2018, no Níger, em uma missão a cerca de 150km da capital Niamey.
    O padre já havia sido missionário na Costa do Marfim e trabalhava na paróquia de Bomoanga, perto da fronteira com Burkina. As autoridades suspeitam que um dos motivos do sequestro possa ter sido sua atuação para evangelizar meninas vítimas de mutilação genital.
    Em abril passado, o jornal católico Avvenire publicou um vídeo em que o padre lombardo aparece preso junto de Chiacchio, que também estava desaparecido e pode ter sido sequestrado durante as férias.
    A identidade dos dois italianos foi confirmada por um porta-voz do governo do Mali. A liberação só ocorreu depois que as autoridades locais libertaram 100 jihadistas - suspeitos ou condenados - no último fim de semana.
    Desde o rapto, o Ministério Público de Roma abriu um inquérito por "sequestro de pessoas a fim de terrorismo".

Padre Maccalli e Nicola Chiacchio foram libertados por jihadistas
Padre Maccalli e Nicola Chiacchio foram libertados por jihadistas
Foto: ANSA / Ansa - Brasil
Ansa - Brasil   
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