Um carro-bomba matou um número não determinado de soldados e feriu pelo menos outros 20 na noite deste domingo em um posto de controle perto de um aeroporto militar em Damasco, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
"Há pelo menos 20 soldados feridos e também mortos, mas não sabemos o número", destacou a ONG. A explosão no aeroporto militar da periferia oeste de Damasco foi ouvida em diversos bairros da capital e as chamas podiam ser vistas à distância, enquanto se ouviam as sirenes de ambulâncias, segundo esta organização com sede na Grã-Bretanha e que se apoia em uma ampla rede de militantes e médicos na Síria.
"Trata-se de um aeroporto tão importante quanto o aeroporto internacional de Damasco", afirmou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH. "É o aeroporto utilizado pelo (presidente) Bashar al Assad para seus deslocamentos, as autoridades do regime e os altos oficiais", destacou.
O aeroporto é protegido pela temida quarta divisão do Exército, encarregada da proteção de Damasco e seus arredores e comandada pelo irmão do presidente, Maher al Assad. O último ataque que sacudiu a capital síria ocorreu em 11 de junho, quando dois terroristas suicidas atacaram uma delegacia no centro da cidade, matando 14 pessoas.
Nos últimos meses, uma série de atentados sacudiu Damasco, especialmente desde a militarização da revolta na Síria. A maioria estava dirigida a postos de segurança, militares ou prédios governamentais. No final de abril, um deles teve como alvo o primeiro-ministro sírio, Wael al Halaqi, que saiu ileso.
Uma série de 20 fotos de cinco fotógrafos da agência AP recebeu o prêmio Pulitzer de Melhor Cobertura Gráfica Informativa com as imagens registradas na guerra civil na Síria. Na foto, uma das vencedoras, o menino Abdullah Ahmed, 10 anos, que sofreu queimaduras em um ataque aéreo do governo sírio
Foto: Muhammed Muheisen / AP
Sírios desalojados esperar por comida perto da cozinha de uma ONG em um campo de refugiados perto de Azaz
Foto: Manu Brabo / AP
Imagem mostra a noite em uma área controlada pelos rebeldes sírios de Aleppo
Foto: Narciso Contreras / AP
Uma família escapa de um confronto entre soldados do Exército Livre da Síria e do governo em Idlib
Foto: Rodrigo Abd / AP
Refugiados sírios atravessa a fronteira com a Turquia
Foto: Manu Brabo / AP
Homem aponta uma lanterna em direção ao corpo de um sírio morto pelo exército do país em um bombardeio em um cemitério em Aleppo
Foto: Manu Brabo / AP
Apartamento destruído por um tanque é visto em um prédio em Karm al-Jabel
Foto: Narciso Contreras / AP
Uma mulher chora enquanto se recupera de graves ferimentos após um bombardeio em Idlib
Foto: Rodrigo Abd / AP
Sangue e suprimentos médicos usados são vistos do lado de fora de hospital em Aleppo
Foto: Manu Brabo / AP
Mahmoud, um morador palestino de 21 anos que se identificou apenas seu primeiro nome, descansa em um hospital depois que de ser encontrado com três ferimentos de bala na cidade de Anadan, na periferia de Aleppo, na Síria. Mahmoud é o único sobrevivente de um massacre em que ele e 10 outros homens foram vendados, espancados e baleados
Foto: Khalil Hamra / AP
Um homem sírio leva uma mulher gravemente ferida para um hospital após um projétil de artilharia cair perto de uma padaria em Aleppo
Foto: Narciso Contreras / AP
Um civil ferido com um tiro no estômago tenta escapar da linha de tiro em um confronto
Foto: Narciso Contreras / AP
Homem ensina Bilal, 11 anos, como usar uma granada-foguete de brinquedo em Idlib
Foto: Rodrigo Abd / AP
Um combatente rebelde comemora depois de disparar um míssil portátil em direção a um prédio onde tropas sírias leais ao presidente estavam escondidas
Foto: Narciso Contreras / AP
Rebelde mira com uma arma dentro de um prédio residencial em Aleppo
Foto: Narciso Contreras / AP
Soldados do Exército Livre da Síria sentam em uma casa nos arredores de Aleppo
Foto: Khalil Hamra / AP
Pessoas queimam fotos do presidente sírio durante protesto
Foto: Rodrigo Abd / AP
Uma mulher ferida permanece em choque ao deixa Dar El Shifa, em Aleppo
Foto: Manu Brabo / AP
Um menino chamado Ahmed chora após seu pai, Abdulaziz Abu Ahmed Khrer, ser morto por um atirador de elite do exército sírio
Foto: Rodrigo Abd / AP
Um homem sírio chora enquanto segura o corpo de seu filho
Foto: Manu Brabo / AP
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