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Síria: ao menos 56 morrem em Aleppo; crianças são atingidas em Homs

23 dez 2013
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atualizado às 00h00
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Pelo menos 56 pessoas, entre elas seis crianças, morreram neste domingo nos bombardeios da Aviação síria contra Aleppo (norte), a segunda maior cidade do país. Esta semana, centenas de pessoas morreram em ataques semelhantes no país.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) destacou como especialmente letais os bombardeios com barris de explosivos nos bairros de oposição Hanano, Ahmadiyeh e Haydariyeh, onde as 56 mortes foram registradas neste domingo.

Entre as vítimas, estão sete combatentes rebeldes, acrescentou o OSDH, advertindo que esse número pode aumentar, já que dezenas de vítimas estão gravemente feridas, ou desaparecidas.

Segundo o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane, o regime sírio "está tentando fazer que a população das zonas controladas pelos rebeldes fique contra". E, para isso, "mata e obriga as pessoas a fugir", ressaltou.

Segundo relatos de ativistas, médicos e outras testemunhas, os bombardeios lançados esta semana pela Aviação síria contra a cidade rebelde de Aleppo - antigo centro econômico do país agora reduzido a escombros - deixaram centenas de mortos e inúmeros feridos.

No sábado, a organização Human Rights Watch divulgou um balanço de mais de 200 mortos em Aleppo, entre 15 e 18 de dezembro. Segundo o OSDH, no mesmo período, foram 161 mortos, enquanto a Médicos sem Fronteiras anunciou 189 vítimas fatais.

A Human Rights Watch também condenou o suposto uso de barris de explosivos, acrescentando que "o comando militar não deveria (...) ordenar o uso de explosivos com um amplo raio de ação em zonas muito povoadas".

O Media Centre de Aleppo, uma rede de "jornalistas cidadãos", ressaltou que o bombardeio sobre Hanano foi especialmente letal, pois os barris explosivos alcançaram um ônibus, "sem deixar sobreviventes".

Outros bombardeios aéreos atingiram dois vilarejos próximos da cidade de Aleppo, alvo da disputa de rebeldes e do Exército desde o verão de 2012, acrescentou o OSDH.

A Comissão Geral da Revolução Síria, uma rede de ativistas, descreveu "pânico e fugas em massa para o campo, apesar do frio intenso". Dois trabalhadores do sistema de ambulâncias teriam morrido, quando tentavam ajudar os feridos.

O Conselho Provincial de Aleppo (de oposição) anunciou que os colégios fecharão por uma semana nas zonas controladas pelos rebeldes, "devido aos bombardeios sistemáticos". Neste domingo, duas escolas foram alcançadas pelos ataques aéreos.

Na província de Homs, um carro-bomba explodiu perto de um colégio em Omm al-Amd, matando seis alunos e dois funcionários, segundo a agência oficial de notícias Sana. Para esse atentado, o OSDH divulgou um saldo de 12 mortos, entre eles cinco crianças.

O Observatório indicou que Omm al-Amd abriga uma comunidade xiita que apoia o presidente Bashar al-Assad, ao contrário da maioria dos rebeldes, muçulmanos sunitas, que luta por derrubá-lo.

De acordo com o OSDH, cerca de 126 mil pessoas morreram desde o início do conflito em março de 2011, quando o regime lançou uma sangrenta repressão contra as manifestações contra o governo.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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