Agosto de 1953: O Xá Reza Pahlavi depôs o primeiro-ministro Mohammed Mossadegh, iniciando um período quase ditatorial sem permitir oposição, até o final dos anos 1970. Na foto, o Xá e sua esposa chegam ao aeroporto de Roma
Outubro de 1967: após a cerimônia de coroação de Mohammed Reza Pahlavi como Xá do Irã, da família imperial do Irã. Da esquerda para a direita: Princesa Shahnaz Pahlavi, Princesa Farahnaz Pahlavi, Mohammed Reza Pahlavi, Príncipe Ali Reza Pahlavi e a Imperatriz Farah Diba
A Dinastia dos Pahlevi começou em 1905 com a derrubada da Dinastia Qajar. A foto, datada de 26 de outubro de 1967, mostra a cerimônia de coroação de Reza Pahlavi como Xá do Irã e sua esposa Princesa Farah Diba
Outubro de 1967: Durante a cerimônia de coroação de Reza Pahlavi como Xá do Irã, e sua esposa Princesa Farah Diba
Setembro de 1974: Estudantes refugiados no Irã. Meninos e meninas estudam na mesma turma, ao contrário do que acontece após a Revolução Islâmica
Setembro de 1978: mulheres choram em túmulo durante o enterro de apoiadores do Aiatolá Khomeini que morreram em violentos confrontos com o exército nas ruas de Teerã, durante um protesto contra o Xá. A "Black Friday" causou a morte de 200 pessoas, segundo o governo iraniano, e 2000 pessoas, de acordo com a oposição
Em 1979, o Xá iraniano é derrubado pela Revolução Islâmica e foge do país com sua família. O Aiatolá Khomeini, principal líder da oposição, havia retornado da França ao seu país, depois de 15 anos de exílio no Iraque e na França. Khomeini instaura um regime conservador e islâmico, implantando leis inspiradas no Alcorão. Estudantes que apoiavam o líder invadiram a embaixada americana, no mesmo ano, e inicia a relação conturbada entre os dois países. Na foto, em 1979, o arcebispo da Igreja Armênia no Irã, Ardak Manoukian, que morreu em outubro daquele ano. O encontro entre ele e Khomeini aconteceu pouco depois do Aiatolá ter chegado ao Irã para estabelecer a República Islâmica no país
Janeiro de 1979: Xá Reza Pahlavi com sua esposa durante seu exílio em Marrakech, Marrocos, poucos dias depois de deixar o Irã na Revolução Islâmica. Ele se foi, diziam os jornais iranianos na época. Era o fim do regime de Império e o início da chamada República Islâmica
Fevereiro em 1979, o Xá iraniano é derrubado pela Revolução Islâmica e foge do país com sua família. O Aiatolá Khomeini, principal líder da oposição, havia retornado da França ao seu país, depois de 15 anos de exílio no Iraque e na França. Khomeini instaura um regime conservador e islâmico, implantando leis inspiradas no Alcorão. Estudantes que apoiavam o líder invadiram a embaixada americana no mesmo ano e inicia a relação conturbada entre os dois países
Fevereiro de 1979: Milhares de pessoas foram às ruas para cumprimentar o líder de oposição do império, Aiatolá Khomeini, que desfilou em carro aberto depois de voltar de seu exílio
Desde 1979, foi estabelecido um dia para demonstrar solidariedade com os palestinos contra Israel, apoiado pelos Estados Unidos. Manifestações contra o país americano são bastante comuns desde a Revolução
Fevereiro de 1979: Milhares de pessoas foram às ruas para cumprimentar o líder de oposição do império, Aiatolá Khomeini, que desfilou em carro aberto depois de voltar de seu exílio
1979: muçulmanas vestidas conforme as leis islâmicas. Uma delas usa óculos que refletem os cartazes com o retrato do líder da Revolução Islâmica. Seguidores fanáticos do Aiatolá invadiram a embaixada americana em 4 de novembro de 1979 em Teerã, ocupando o prédio e fazendo mais de cem oficiais como reféns
Final anos 1980: imagem não datada dos arquivos da autoridade palestina mostra líder palestino Yasser Arafat durante visita ao fundador da República Islâmica do Irã no final dos anos 1980. Aiatolá Khomeini morreu em 4 de junho de 1989 após uma cirurgia para conter hemorragia interna
Em 1997, o candidato reformista Hojjat ol-Eslam Mohammad Khatami foi eleito presidente do Irã e seu governo era mais moderado. Na foto, iranianos fazem fila para eleição
11 de fevereiro de 2000: no aniversário de 21 anos da Revolução Islâmica, mulher segura um cartaz com a caricatura do então presidente americano, Bill Clinton
Fevereiro de 2002: mulheres xiitas iranianas fazem orações do meio-dia, na sexta-feira, no mausoléu do Aiatolá Khomeini, fundador da Revolução Islâmica
Outubro de 2003: primeiro grupo de mulheres da academia de polícia do Irã a se formar após a revolução de 1979. As mulheres foram excluídas do serviço público depois de ter sido instaurado o regime islâmico no país
11 de fevereiro de 2006: O presidente Mahmoud Ahmadinejad saúda a multidão durante as comemorações do 27º aniversário da Revolução Islâmica. Ahmadinejad alertou que o país poderia deixar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, caso fosse forçado pelo ocidente a colocar limites ao programa nuclear. Ele foi eleito em 2005 e seguia regime conservador. Ahmadinejad foi reeleito em 2009, sob protestos e confrontos nas ruas da capital
Maio de 2006: mulher iraniana usa telefone celular durante jogo de futebol do time nacional
Setembro de 2006: o livro sagrado do Islã é lido por crianças em evento organizado pelo partido da Revolução Iraniana
Junho de 2007: muçulmana relembra a data da morte de Aiatolá Khomeini, em 1989
Dezembro de 2007: a atriz Marjane Satrapi, autora de Persépolis. Marjane tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979, ela assistiu ao início da Revolução que lançou o Irã ao regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que, só na França, vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o Irã parece muito mais próximo do que se imagina
11 de fevereiro de 2008: Cidadãos iranianos seguram cartazes anti-Bush, comparando-o ao líder do nazismo, Adolph Hitler, durante as comemorações do 29º aniversário da Revolução Islâmica. Milhares de iranianos gritaram morte à América e reafirmaram sua lealdade ao governo de seu país. O presidente da época, Mahmoud Ahmadinejad, disse em seu discurso que o ocidente está jogando com pedaços de papel depois de pressionar o Programa
Junho de 2009: estudantes do ensino médio prestam exame para entrar na universidade, em Teerã. Na época, o governo de Ahamadinejad havia prendido mais de 140 ativistas, jornalistas e universitários
Em 2013, Hassan Rouhani, clérigo, político, diplomata e académico iraniano, é eleito presidente do país em 3 de agosto. Na foto, Rouhani sorri durante encontro anual do Fórum Econômico Mundial em janeiro de 2014, em Davos, Suíça
1º de Fevereiro de 2014: na foto, publicada por um site oficial do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei chega para rezar no túmulo de Aiatolá Khomeini, adornado com seu retrato. A Revolução Islâmica completa 35 anos e comemora o retorno do Aiatolá ao país, em 1979, depois de 15 anos exilado