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Reeleição de Obama é boa notícia para Europa, dizem analistas

7 nov 2012
16h34

O desejo da maioria dos europeus tornou-se realidade. Barack Obama foi eleito para um segundo mandato na Casa Branca. Analistas europeus veem esta como uma boa notícia. "Obama é certamente mais próximo dos europeus do que Romney no que se refere à política interna e às políticas sociais. Isso foi constatado, inclusive, em pesquisas de opinião na Europa", afirma Marius Busemeyer, cientista político da Universidade de Constança.

Ao longo da campanha presidencial nos EUA, vários memes circularam pela internet. Entre eles, um que fazia piada à famosa frase de Obama na campanha de 2008 "Yes, We Can" ("Sim, nós podemos", na tradução), na versão Mitt Romney: "Yes, I'm Ken" ("Sim, eu sou Ken", o namorado da Barbie); veja outros memes criados com o candidato republicano
Ao longo da campanha presidencial nos EUA, vários memes circularam pela internet. Entre eles, um que fazia piada à famosa frase de Obama na campanha de 2008 "Yes, We Can" ("Sim, nós podemos", na tradução), na versão Mitt Romney: "Yes, I'm Ken" ("Sim, eu sou Ken", o namorado da Barbie); veja outros memes criados com o candidato republicano
Foto: Reprodução

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"Para a Europa, ele significa previsibilidade", compara Heinz Gärtner, do Instituto Austríaco de Política Internacional, em Viena. "Romney seria muito imprevisível para a Europa, porque já mudou suas posições sobre desenvolvimentos globais várias vezes."

"Obama, por sua vez, não tem motivos para alterar sua política para a Europa após sua vitória eleitoral", observa Vincent Michelot, especialista em EUA da Universidade Sciences Po, de Lyon. "Por outro lado, isso pode significar que o presidente pedirá à Europa para se esforçar mais para colocar a economia de volta nos trilhos, já que a recuperação da economia norte-americana depende também de uma melhora na situação europeia."

Mais envolvimento internacional
Além do aspecto econômico, o governo reeleito pode exigir também que a Europa se empenhe mais na parceria com os Estados Unidos. Um exemplo citado por Gärtner é a busca de soluções para a guerra civil na Síria e para a disputa sobre o programa nuclear iraniano.

Obama pode também vir a pedir ajuda transatlântica num tema que atualmente é muito importante para os europeus: proteção climática e política ambiental, que o presidente poderia trazer de volta à pauta em Washington.

Apesar do foco maior que a política externa dos EUA tem destinado à Ásia, a Europa vai continuar sendo o parceiro mais importante e confiável para os Estados Unidos, segundo o especialista. "Acho que a chamada reorientação dos Estados Unidos para o Pacífico foi realmente exagerada", diz Michelot. "Não é como se os EUA tivessem deixado a Europa sozinha de repente, ou como se a relação tivesse esfriado."

Ele ressalta, ainda, que um aspecto importante é o fato de os EUA terem que cuidar de problemas mais urgentes no mundo do que a Europa. "A crise econômica europeia preocupa Washington, mas não se compara ao programa nuclear do Irã ou a outras ameaças globais."

Romney teria dividido Europa
No entanto, os especialistas alertam que não há razão para que os europeus descansem, acreditando que a parceria transatlântica se manterá sempre sólida. Primeiro, porque os Estados Unidos também no futuro continuarão a direcionar sua atenção para outras regiões do mundo e, segundo, porque Obama, ao contrário de presidentes anteriores, não tem ligação pessoal alguma com a Europa.

Mesmo assim, Obama é indiscutivelmente a melhor opção para o continente. "Foi uma decisão muito boa para a Europa", salienta Gärtner. "Se Romney se tornasse presidente, teria provocado uma divisão similar à ocorrida na gestão de George W. Bush. E a política de Romney em relação a China, Rússia e Oriente Médio teria dividido os europeus, o que seria um desastre para o continente."

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