Rebeldes sírios promovem ataque em Tafas e matam militares
O Exército Livre Sírio (ELS) afirmou nesta segunda-feira que é responsável pelo ataque contra um posto da cidade de Tafas, na província meridional de Deraa, que causou a morte de 65 membros das forças de segurança, soldados e "shabiha" (milícia leal ao regime sírio).
O chefe do Comando Militar do ELS em Deraa, Ahmed Al-Naama, explicou que os rebeldes atacaram o posto de Al Salah, no centro da cidade, com bombas, e destruíram quatro tanques de guerra, além de vários veículos que transportavam a milícia "shabiha".
Naama acrescentou que a cidade de Tafas está "totalmente sob controle do ELS" e que os rebeldes promoveram o ataque quando tiveram certeza de que não havia civis no lugar.
Embora a população esteja nas mãos dos rebeldes, as forças do regime ainda se encontram nos arredores da cidade.
Um ativista da cidade de Tafas, identificado como Yazid al Bardan, explicou que as tropas governamentais protagonizam confrontos com os rebeldes há três dias. "Temos medo de que se o ELS se retirar, as forças do regime entrem na cidade e cometam um massacre contra os cidadãos que ficaram", apontou o ativista opositor, que denunciou que milhares de pessoas fugiram de Tafas devido à violência.
No resto do país, os bombardeios e os enfrentamentos entre os insurgentes e as forças do regime de Bashar al-Assad continuam, especialmente na periferia de Damasco.
Segundo dados do opositor Comitê de Coordenação Local (CCL), o número de vítimas que morreram chega a 65 pessoas, enquanto o Observatório Sírio de Direitos Humanos anunciou a morte de pelo menos 39 civis e combatentes rebeldes e de mais de dez soldados governamentais.