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Negociações sobre trégua em Gaza serão retomadas este mês

Questões como o bloqueio do Estado judeu a Gaza, a desmilitarização da região e a libertação de dezenas de presos políticos exigidos pelos palestinos ainda não foram discutidas

10 set 2014
13h46
atualizado às 13h50
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O número dois do Hamas anunciou nesta quarta-feira que as negociações indiretas com Israel para consolidar a trégua em Gaza devem ser retomadas em meados de setembro, sob os auspícios dos egípcios, que enviou recentemente uma delegação à Cisjordânia ocupada.

<p>Mussa Abu Marzuq participa de coletiva de imprensa com a delegação do Fatah, no Cairo, em 27 de abril de 2011</p>
Mussa Abu Marzuq participa de coletiva de imprensa com a delegação do Fatah, no Cairo, em 27 de abril de 2011
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Mussa Abu Marzuq, um dos líderes exilado do Hamas que participa das negociações em uma delegação que reúne todos os movimentos palestinos, afirmou a jornalistas que estava "previsto retomar as negociações em meados de setembro" .

Ao concluir em 26 de agosto um cessar-fogo após 50 dias de conflito, que deixou mais de 2.140 mortos e 11.000 feridos entre os habitantes de Gaza e 72 do lado israelense, as duas partes em conflito determinaram o prazo de um mês para retomar as discussões sobre as questões mais difíceis relativas ao enclave palestino sob bloqueio do Estado judeu desde 2006.

Eles concordaram em cessar as hostilidades, mas adiaram as discussões sobre os temas mais sensíveis, como a desmilitarização de Gaza, a reabertura do aeroporto do território ou a libertação de dezenas de presos políticos exigidos pelos palestinos.

"Os egípcios ainda devem determinar a data exata" para a retomada das negociações, acrescentou Abu Marzuq, enquanto que estas conversas indiretas se dão através do intermédio da inteligência egípcia.

Questionado pela AFP, um oficial egípcio afirmou que ainda não há data para a retomada das discussões, mas uma delegação dos serviços de segurança havia visitado na semana passada a Autoridade Palestina em Ramallah.

Abu Marzuq afirmou ainda que os palestinos estavam "determinados a retomar as negociações" e que esperam "que os israelenses também estejam".

Nenhuma autoridade israelense quis comentar o assunto. Mas o ministro da Defesa, Moshé Yaalon, já alertou que não haverá porto nem aeroporto em Gaza, o que dá a entender que as negociações vão se limitar a determinar os meios de facilitar a entrada da ajuda humanitária e de materiais de construção.

A questão do levantamento das restrições sobre os materiais de construção está sob os holofotes depois do conflito devastador, o terceiro em seis anos em Gaza. Segundo as Nações Unidas, a reconstrução de Gaza custará 6 bilhões de euros.

A este respeito, Abu Marzuq declarou que "nesta fase crítica, os palestinos precisam coordenar seus esforços para a abertura de pontos de passagem e começar a reconstrução de Gaza."

O Egito sediará em 12 de outubro uma conferência de doadores que desejam participar na reconstrução de Gaza.

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