Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Oriente Médio

Jovem palestino assassinado foi queimado vivo, indica exame

Legistas encontraram traços de fuligem e fumaça na garganta e nos pulmões de Mohamad Abu Jedeir, de 16 anos

5 jul 2014 - 11h37
Compartilhar
Exibir comentários
<p><span style="color: rgb(51, 51, 44); font-family: OpenSans, sans-serif; font-size: 14px; font-weight: 600; line-height: 19.600000381469727px; text-align: right;">Apoiadores do Hamas participam de uma manifestação contra o seqüestro e morte de um adolescente palestino por israelenses em Jerusalém, na sexta-feira (4); manifestação ocorre durante o funeral do adolescente palestino Mohammed Abu Khder</span></p>
Apoiadores do Hamas participam de uma manifestação contra o seqüestro e morte de um adolescente palestino por israelenses em Jerusalém, na sexta-feira (4); manifestação ocorre durante o funeral do adolescente palestino Mohammed Abu Khder
Foto: AFP

O resultado preliminar da autópsia do corpo do adolescente palestino assassinado esta semana em Jerusalém, supostamente por ultranacionalistas judeus, indicou que ele foi queimado vivo, informou o procurador-geral palestino, Mohamad Abdel Ghani Uweili.

Em declarações divulgadas pela agência de notícias local "Ma'an", o promotor explicou que os legistas encontraram traços de fuligem e fumaça na garganta e nos pulmões de Mohamad Abu Jedeir, de 16 anos, que comprovam que ele ainda respirava quando atearam fogo.

"Mohamad tinha também um forte ferimento na cabeça, mas essa não foi a causa da morte", explicou Uweili, que anunciou que o resultado definitivo do exame, que contou com a presença de legista palestino, se conhecerá nas próximas horas.

Abu Jedeir desapareceu na terça-feira no bairro de Suafat, em Jerusalém Oriental, onde foi forçado a entrar em um carro em meio a uma onda de ataques racistas de extremistas judeus em retaliação ao assassinato dias antes de três estudantes israelenses - dois menores de idade - perto da cidade palestina de Hebron.

Seu corpo foi encontrado horas depois, queimado, em uma zona de floresta de Jerusalém Oeste, um crime que a polícia israelense acredita que a principal hipótese é vingança de ultranacionalistas judeus.

O adolescente foi enterrado na sexta-feira em meio a um sentimento de dor e ira neste bairro de Jerusalém Oriental e da polêmica também pela falta de avanços na investigação e no atraso por parte das autoridades israelenses na autópsia e na devolução do corpo à família.

Neste sábado, um dos principais líderes palestinos, Ahmad Qorei, afirmou à Agência Efe durante o funeral que Jerusalém Oriental é terra ocupada e que a Autoridade Nacional Palestina (ANP) Palestina "não pode fazer nada além de dar uma pequena proteção aos palestinos".

EFE   
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra