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Embarcações voltam a passar pelo Estreito de Ormuz, enquanto outras aguardam com cautela a reabertura

Mais de 1.000 navios estão presos no Golfo Pérsico e o escoamento de todos levaria mais do que as duas semanas previstas para o cessar-fogo

8 abr 2026 - 10h04
(atualizado às 10h52)
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Navios voltam a cruzar o Estreito de Ormuz após acordo de cessar-fogo:

Algumas embarcações voltaram a transitar pelo Estreito de Ormuz na manhã desta quarta-feira, 8, após o anúncio de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã feito na noite anterior. A movimentação foi registrada pela plataforma de monitoramento marítimo Marine Traffic, que mostrou um navio de origem grega transitando pelo estreito às 6h44, no horário de Brasília, e um da Libéria, ainda mais cedo, por volta das 3h. 

De acordo com a plataforma, o que foi registrado são "sinais de atividade de embarcações imergindo" da região. Ainda há muitos navios parados, incluindo 426 petroleiros, 34 transportadores de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) e 19 navios de GNL (Gás Natural Liquefeito). 

A reabertura do Estreito de Ormuz foi uma condição para o acordo de cessar-fogo por duas semanas
A reabertura do Estreito de Ormuz foi uma condição para o acordo de cessar-fogo por duas semanas
Foto: Elke Scholiers/Getty Images

Segundo a agência de notícias Reuters, o que se percebe na região é cautela. Mesmo horas após o anúncio do cessar-fogo, muitas embarcações preferiram esperar por clareza na logística da reabertura para iniciar a passagem pelo estreito. 

A maioria dos navios-tanque de petróleo e gás permaneceu dentro do Golfo, segundo dados de navegação. O anúncio do cessar-fogo levou o preço do petróleo a cair em até 15%, mas permanece em patamares acima de antes da guerra.

O cessar-fogo de duas semanas está condicionado à reabertura do estreito pelo Irã, mas, com mais de 1.000 navios presos, especialistas consideram que levaria mais que isso para eliminar o atraso. 

"Um período de 14 dias é simplesmente muito curto para restaurar o nível de confiança necessário para eliminar completamente o prêmio de incerteza embutido - particularmente para as rotas de carregamento do Golfo Pérsico", disse Deajin Lee, chefe global de pesquisa da empresa de logística Fertmax FZCO, à Reuters.

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Lee disse ainda que os detalhes da reabertura ainda não estão claros, como as ações que os navios devem tomar para poder passar. "Muitos armadores de primeira linha podem esperar alguns dias para garantir que o cessar-fogo seja mantido antes de enviar seus navios", afirmou.

Jakob Larsen, diretor de segurança da associação de navegação Bimco, disse que o setor aguardava detalhes técnicos dos EUA e do Irã. "Sair do Golfo sem coordenação prévia com os EUA e o Irã acarretaria um risco maior e não seria aconselhável", disse.

Outras empresas também já se manifestaram, a exemplo do grupo de transporte marítimo dinamarquês Maersk, que disse que o cessar-fogo pode criar oportunidades de trânsito para embarcações no Estreito de Ormuz, mas que ainda não oferece total segurança marítima.

Fonte: Portal Terra
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