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Maersk se diz cautelosa com transporte no Estreito de Ormuz, apesar de cessar-fogo entre EUA e Irã

8 abr 2026 - 07h52
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A Maersk disse nesta ‌quarta-feira que o cessar-fogo de duas semanas acordado entre os Estados Unidos e o Irã poderá abrir algumas oportunidades para as embarcações no Estreito de Ormuz, mas ainda não oferece segurança suficiente ⁠para retomar as operações normais.

Contêineres de carga em um navio da Maersk no porto de Algeciras, na Espanha
17 de março de 2026 REUTERS/Nacho Doce
Contêineres de carga em um navio da Maersk no porto de Algeciras, na Espanha 17 de março de 2026 REUTERS/Nacho Doce
Foto: Reuters

"Neste momento, adotamos uma ‌abordagem cautelosa e não estamos fazendo nenhuma alteração em serviços específicos", disse o grupo dinamarquês de ‌transporte marítimo em um comunicado ‌à Reuters.

A guerra que começou com os ⁠ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã em fevereiro, seguida de ataques iranianos em toda a região e do fechamento do Estreito de Ormuz, levou o transporte marítimo no Golfo Pérsico a ‌uma quase paralisação, repercutindo nas cadeias de suprimentos globais.

A ‌Maersk, um dos ⁠maiores grupos ⁠de transporte de contêineres do mundo, suspendeu no mês passado ⁠as reservas de ‌carga para muitos ‌portos da região do Golfo Pérsico e introduziu sobretaxas emergenciais em todo o mundo para compensar o aumento dos custos de combustível.

"O cessar-fogo ⁠pode criar oportunidades de trânsito, mas ainda não oferece certeza marítima total e precisamos entender todas as possíveis condições associadas", disse a Maersk.

"Qualquer decisão de transitar pelo Estreito ‌de Ormuz será baseada em avaliações contínuas de risco, monitoramento rigoroso da situação de segurança e ⁠orientação disponível das autoridades e parceiros relevantes", disse.

A empresa usou um sistema de "ponte terrestre" por meio de portos em Jeddah, na Arábia Saudita, Salalah e Sohar, em Omã, e Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, para canalizar a carga antes de transportá-la por terra para destinos na região do Golfo.

"Continuaremos a monitorar de perto os acontecimentos e forneceremos atualizações à medida que houver maior clareza nas próximas horas e dias", afirmou.

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