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Israel remove detectores de metal de Jerusalém

25 jul 2017
10h33
atualizado às 11h06
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Israel removeu os detectores de metal das entradas do complexo da mesquita de Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém, nesta terça-feira, substituindo-os por câmeras, na esperança de pôr fim a dias de tumultos e violência, mas os palestinos disseram que as novas medidas de segurança continuam inaceitáveis.

Israel remove detectores de metal de Jerusalém, mas palestinos rejeitam novas medidas
Israel remove detectores de metal de Jerusalém, mas palestinos rejeitam novas medidas
Foto: Reuters

Israel instalou os detectores em pontos de acesso ao complexo depois que dois policiais foram mortos a tiros em 14 de julho, desencadeando os confrontos mais violentos entre israelenses e palestinos em anos.

O aumento nas tensões e as mortes de três israelenses e quatro palestinos em episódios de violência na sexta-feira e no sábado provocaram preocupação em todo o mundo e deram ensejo a uma sessão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) na qual se estudaram maneiras de resolver a crise.

O primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah, e o clérigo muçulmano veterano que supervisiona o complexo de Al-Aqsa rejeitaram as novas medidas israelenses e exigiram que todas sejam retiradas.

"Rejeitamos todos os obstáculos que restrinjam a liberdade de culto e exigimos a volta da situação em que as coisas estavam antes de 14 de julho", disse Hamdallah em seu gabinete em Ramallah, na Cisjordânia ocupada pelo Estado judeu.

O Waqf, organismo religioso que administra as instalações islâmicas no complexo de Al-Aqsa, disse que os fiéis irão continuar a manter distância da praça elevada de mármore e rocha e orar nas ruas do lado de fora.

Um porta-voz do Waqf disse estar esperando uma decisão de um comitê técnico, mas que exige que a situação volte ao que era antes de 14 de julho, quando os detectores de metal foram instalados.

O gabinete de segurança de ministros de alto escalão do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, votou a favor da retirada dos portões com detectores de metal no início desta terça-feira, após uma reunião que durou várias horas.

Em visita ao Parlamento israelense, David Friedman, embaixador dos Estados Unidos em Israel, disse que Washington conversou com Israel e com a Jordânia para resolver a crise.

A disputa, como muitas na Terra Santa, trata de muito mais do que aparatos de segurança, envolvendo questões de soberania, liberdade religiosa, ocupação e nacionalismo palestino.

A Cidade Velha é parte de Jerusalém Oriental, que Israel capturou da Jordânia na Guerra dos Seis Dias de 1967 e mais tarde anexou, declarando-a como "capital eterna e inseparável", uma medida que não foi reconhecida internacionalmente.

Os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como capital do futuro Estado que almejam formar.

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