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Hackers sírios pró-Assad atacam site e Twitter do Financial Times

17 mai 2013
12h38
atualizado às 12h38
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Hackers postaram link para vídeo em que soldados aparecem matando 11 homens
Hackers postaram link para vídeo em que soldados aparecem matando 11 homens
Foto: Reprodução

O site e o perfil do jornal britânico Financial Times no Twitter foram invadidos nesta sexta-feira, aparentemente pelo Exército Eletrônico Sírio, um grupo de ativistas online que afirma apoiar o presidente sírio, Bashar al-Assad. O grupo publicou links para um vídeo no YouTube na página de atualizações do jornal no Twitter.

O vídeo foi enviado na quarta-feira e mostra supostos membros do grupo rebelde sírio Frente Nusra, ligado à Al Qaeda, executando membros do Exército da Síria que estavam ajoelhados e vendados. O vídeo não pôde ser verificado de forma independente.

Ataques de hackers a contas no Twitter de organizações de mídia provocaram apelos urgentes para o site de microblogs aumentar a segurança dos perfis, especialmente para agências de notícias. "Vários blogs do FT e contas de mídia social foram comprometidos por hackers e estamos trabalhando para resolver o problema o mais rápido possível", afirmou o jornal em comunicado. O jornal pertence ao grupo de mídia e educação britânico Pearson.

Representantes do Twitter não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.

Reportagens no site do FT tiveram seus títulos substituídos por "Hackeado pelo Exército Eletrônico Sírio", e mensagens na página do jornal no Twitter diziam: "Você quer saber a verdade sobre os 'rebeldes' da Síria?", com um link para o vídeo no YouTube. O grupo já havia direcionado ataques contra os perfis no Twitter do serviço de meteorologia da BBC, da Human Rights Watch e do serviço de notícias francês France 24.

No caso mais grave até agora, alguém assumiu controle da página no Twitter da agência de notícias Associated Press no mês passado e enviou uma mensagem falsa sobre explosões na Casa Branca. As mensagens chegaram a causar quedas nos mercados financeiros.

Além de pedir aos usuários, em especial os meios de comunicação, que ampliem suas medidas de segurança, o Twitter estaria, internamente, testando um novo modelo de autenticação em dois passos

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