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Casamento entre judia e muçulmano gera protestos em Israel

Cerimônia foi realizada neste domingo e mais de 200 pessoas manifestaram na porta do local

18 ago 2014
11h02
atualizado às 11h03
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O casamento entre uma judia e um muçulmano gerou protestos na região de Jaffa, em Tel Aviv, neste final de semana. Cerca de duzentos manifestantes se reuniram neste domingo em frente ao local onde estava sendo realizada a cerimônia, gritando palavras como “morte aos árabes”, entre outras.

O casal realizou a união neste domingo, na região de Jaffa, na cidade de Tel Aviv
O casal realizou a união neste domingo, na região de Jaffa, na cidade de Tel Aviv
Foto: Ammar Awad / Reuters

Dezenas de policiais, incluindo membros da Força de Elite, fizeram guarda no local. Além dos manifestantes contrários à realização do casamento, grupos de pessoas se reuniram fazendo um contraprotesto – levando balões, flores e cartazes dizendo que “o amor consegue tudo”. A união do casal acontece em meio a conflitos violentos entre o exército de Israel e o grupo islâmico Hamas. 

Quatro manifestantes foram presos, mas ninguém ficou ferido.

Maral Malka, 23 anos, e Mahmoud Mansour, 26 anos, tentaram impedir os protestos através de um pedido oficial realizado por seu advogado, mas não tiveram sucesso
Maral Malka, 23 anos, e Mahmoud Mansour, 26 anos, tentaram impedir os protestos através de um pedido oficial realizado por seu advogado, mas não tiveram sucesso
Foto: Ammar Awad / Reuters

Maral Malka, 23 anos, e Mahmoud Mansour, 26 anos, tentaram impedir os protestos através de um pedido oficial realizado por seu advogado, mas não tiveram sucesso. Apesar da confusão, o noivo disse ao Canal 2 da TV local que nada atrapalharia o casamento e que eles “dançariam até o sol nascer”.

Um grupo de extremistas judeu, chamado Lehava, organizou as manifestações deste domingo, mas tem assediado dezenas de outros casais formados entre judeus e muçulmanos. Um dos líderes do Lehava afirmou que casamentos entre judeus e não judeus é “um crime pior do que fez Hitler”, fazendo referência ao assassinato de seis milhões de judeus durante o Holocausto, na Segunda Guerra Mundial.

O presidente israelense, Reuven Rivlin , empossado no mês passado para suceder Shimon Peres, criticou o protesto como um "motivo de indignação e preocupação" em uma mensagem em sua página no Facebook.

As informações são da Reuters.

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Fonte: Terra
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