"Bomba do Bibi" nasceu após dias de discussões em Israel
A "bomba do Bibi" nasceu após dias de discussões entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e assessores próximos sobre como causar um impacto em mais um discurso sobre o programa nuclear do Irã.
"A figura tornou a fala dele especial", disse uma autoridade da entourage de Netanyahu na sexta-feira, ao comentar o desenho de uma bomba mostrado pelo líder israelense - cujo apelido é Bibi - na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para ilustrar o que considera ser a iniciativa do Irã para obter a bomba atômica.
O gráfico obteve o que Israel queria: atenção. Mas foi zombado no Twitter, onde a revista New Yorker chegou a citar o desenho do Papa-Léguas e do Coiote.
A analogia com o cartum do Looney Tunes não seria totalmente fora de propósito, uma vez que Netanyahu foi educado nos Estados Unidos e ao menos um de seus assessores próximos nasceu naquele país e imigrou para Israel.
No palco mundial da Assembleia Geral da ONU, porém, Netanyahu pegou uma caneta vermelha e desenhou uma linha vermelha logo abaixo da legenda na qual se lia "estágio final" da bomba, na qual o Irã teria 90 por cento do caminho ao ter material suficiente com gradação para armas.
"Tentei dizer algo ontem que eu acho que agora reverbera ao redor do mundo", afirmou Netanyahu em uma reunião na sexta-feira com o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper.
O Irã nega as acusações feitas por Israel --que se acredita hoje que seja a única potência nuclear do Oriente Médio-- de que está enriquecendo urânio para fabricar uma bomba.
E então quem foi o pai da "bomba do Bibi"?
A autoridade israelense não disse. "Ele tem um pequeno grupo de assessores próximos", disse a autoridade. "Em reuniões diferentes, as pessoas lançam uma série de ideias. Por fim, o primeiro-ministro toma a decisão de quais ideias vai aceitar."