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Assad toma posse para novo mandato em meio à guerra na Síria

16 jul 2014
07h27
atualizado às 08h02
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O presidente da Síria, Bashar al-Assad, tomou posse nesta quarta-feira para um novo mandato de sete anos depois de uma vitória eleitoral em meio à guerra civil que já dura três ano no país. A eleição do presidente, considerada uma farsa por seus oponentes, foi realizada no mês passado em áreas do centro e norte da Síria que permanecem sob controle do governo.

O presidente Bashar al-Assad discursa durante cerimônia de posse para novo mandato em meio à guerra na Síria; a cerimônia foi transmitida pela televisão estatal do país
O presidente Bashar al-Assad discursa durante cerimônia de posse para novo mandato em meio à guerra na Síria; a cerimônia foi transmitida pela televisão estatal do país
Foto: Televisão Síria / AFP

"Os países ocidentais e árabes que apoiam a oposição pagarão muito caro", falou o presidente reeleito em referência às potências que, desde o início do levante opositor no país, em 2011, vem auxiliando diplomática e materialmente os grupos contrários ao grupo político de Assad. No discurso, o líder reafirmou que irá derrotar os "terroristas" - modo como se refere aos rebeldes - e que lutará para "restaurar" o país, devastado por uma guerra civil que já deixou mais de 115 mil mortes.

A contestada eleição de Assad se deu em meio à guerra e não apresentou surpresa perante os observadores internacionais e seus críticos internos. Assad pertence ao clã político dos alauítas que há décadas comanda o país. Ele lidera o partido Baath ("ressurreição") e está no poder de Damasco desde 2000, quando foi eleito em uma eleição igualmente contestada que, na prática, lhe herdou o poder de seu país, Hafez al-Assad, que governara a Síria desde 1971.

"Sírios, três anos e quatro meses se passaram desde que alguns clamaram por 'liberdade'. Eles queriam a revolução, mas vocês (eleitores) foram os verdadeiros revolucionários. Eu os parabenizo por sua revolução e sua vitória", disse Assad. Ele foi reeleito em 3 de junho em um pleito realizado somente nas áreas controladas pelo governo com 88,7% dos votos.

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Com informações das agências internacionais.

Fonte: Terra

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