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Oriente Médio

Argentina indenizará vítimas de atentado a centro judaico

A norma fornece um benefício extraordinário para os herdeiros ou sucessores das 85 pessoas mortas e dos feridos

30 abr 2015 - 21h27
(atualizado em 30/4/2015 às 12h10)
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O congresso argentino aprovou nesta quarta-feira uma lei destinada à compensação financeira para os feridos e parentes dos mortos no bombardeio do centro judaico AMIA há 20 anos em Buenos Aires. O bombardeio da sede da Associação Mutual Israelita Argentina em 18 de julho de 1994 deixou 85 mortos e cerca de 300 feridos.

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Argentinos exibem cartazes com a palavra "Justiça" em frente à associação judaica AMIA durante protesto para pedir justiça na morte de um promotor argentino envolvido na investigação de um atentado, em Buenos Aires. 21/01/2015
Argentinos exibem cartazes com a palavra "Justiça" em frente à associação judaica AMIA durante protesto para pedir justiça na morte de um promotor argentino envolvido na investigação de um atentado, em Buenos Aires. 21/01/2015
Foto: Marcos Brindicci / Reuters

O benefício "é expresso nos mesmos termos das leis de reparação por desaparecimentos forçados de pessoas, rapto de crianças e o ataque à embaixada israelense", disse Remo Carlotto, presidente da Comissão de Direitos Humanos. Carlotto se refere aos reparos que o governo concedeu às vítimas da última ditadura militar (1976-1983) e do ataque à embaixada de Israel em 1992, no qual 29 pessoas morreram e 200 ficaram feridas.

"Esta reparação tardia não vai devolver a vida aos mortos nem paz para a sua memória e suas famílias", questionou a deputada Laura Alonso, que faz oposição ao atual governo argentino. 

Para a governista Juliana Di Tullio, "é um dia de reparação e alegria, onde finalmente este Congresso pode dar a aprovação final da presente lei".

A norma fornece um benefício extraordinário para os herdeiros ou sucessores das 85 pessoas mortas e dos feridos.

A justiça Argentina acusa o Irã de ser o mentor do ataque e denunciou oito iranianos, incluindo o ex-ministro da Defesa, Ahmad Vahidi, o ex-presidente Ali Rafsanjani (1989-1997) e o ex-adido cultural iraniano na Argentina Mohsen Rabbani. O juiz de primeira instância pediu, sem sucesso, o comparecimento dos acusados, enquanto Teerã nega responsabilidade pelo fato.

A AMIA esteve no centro de outra polêmica na última quarta-feira (29), quando organizações judaicas locais e internacionais manifestaram indignação contra o chanceler argentino Héctor Timerman - que na segunda-feira renunciou ao título de sócio da associação judaica.

"Rejeitamos os termos usados na carta (renúncia) por considerarmos falsas, infundadas e caluniosas as expressões usadas contra a AMIA e seus líderes", diz uma carta enviada nesta quarta-feira pelo centro judaico ao ministério das Relações Exteriores.

Timerman enviou uma carta anunciando sua saída da entidade, que ele acusa, ao lado da Delegação de Associações Israelitas (DAIA), de "obstruir" a investigação do atentado que matou 85 pessoas em Buenos Aires.

Família de promotor argentino pede perícia psicológica:
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