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Órgão de fiscalização critica Serviço Secreto por não ter captado 102 chamadas de rádio durante atentado contra Trump em 2024

2 jul 2026 - 20h33
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O Serviço Secreto dos ‌EUA não recebeu 102 transmissões de rádio locais sobre o atirador que tentou assassinar o presidente Donald Trump em um comício de campanha de 2024 em Butler, na Pensilvânia, de acordo com um relatório de um órgão de fiscalização do governo divulgado nesta quinta-feira.

A agência ⁠não tinha conhecimento das transmissões ocorridas em 13 de julho de ‌2024 porque não havia estabelecido uma sala de comunicações conjunta com as autoridades locais, que estavam recebendo relatos sobre a busca ‌por uma pessoa suspeita posteriormente identificada como ‌Thomas Crooks, de acordo com o relatório do inspetor-geral do ⁠Departamento de Segurança Interna.

"Em vez disso, constatamos que o Serviço Secreto recebeu apenas cinco ligações e três mensagens de texto sobre Crooks", observa o relatório.

"Como resultado, integrantes do Serviço Secreto não alertaram a equipe responsável pela proteção do presidente Trump sobre preocupações relacionadas a uma ‌pessoa suspeita."

Crooks, que foi baleado e morto pelas autoridades durante o comício, ‌abriu fogo enquanto Trump ⁠discursava no ⁠palco. Um transeunte foi morto e outros ficaram feridos, incluindo Trump, quando uma bala ⁠raspou em sua orelha.

Crooks havia ‌subido a um telhado ‌próximo, de onde tinha linha de visão direta para Trump.

As recomendações contidas no relatório do inspetor-geral abrangeram áreas como o compartilhamento de informações e a correção de "vulnerabilidades de linha de visão" ⁠antes da realização de eventos.

Em comunicado, o Serviço Secreto afirmou que concorda com as recomendações do inspetor-geral.

"Muitas dessas recomendações já haviam sido identificadas... e desde então foram implementadas como parte de nossos esforços contínuos de reforma", disse um porta-voz.

O ‌relatório constatou que Crooks fez um drone sobrevoar a área horas antes de disparar os tiros. O voo não foi detectado porque ⁠o sistema de combate a drones do Serviço Secreto estava inoperante, segundo o relatório.

O sistema de combate a drones era operado por um único operador "sem treinamento adequado" que não o testou antes do evento, segundo o inspetor-geral.

O operador levou horas para tentar resolver o problema, segundo o relatório, que indicou que, durante esse tempo, o suspeito realizou seu voo de drone de quase nove minutos sem ser detectado.

O relatório divulgado nesta quinta-feira foi o mais recente de uma série de investigações realizadas por órgãos de fiscalização do governo e comissões do Congresso que identificaram graves falhas nas medidas de segurança do Serviço Secreto para o evento.

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