ONG afirma que 10 presos foram libertados pela Venezuela
Ativistas reclamaram que não há uma lista dos que serão soltos
Uma ONG venezuelana informou nesta sexta-feira (9) que apenas 10 detentos foram libertados da prisão após o anúncio do governo de Caracas, chefiado interinamente por Delcy Rodríguez.
A informação foi divulgada pela ONG Justiça, Encontro e Perdão, que também mencionou a expectativa de que cerca de mil presos na Venezuela sejam libertados. No entanto, o número de solturas registrado até o momento está muito abaixo do esperado.
"A falta de transparência das autoridades, que não divulgaram oficialmente uma lista dos que serão libertados, configura mais um abuso contra as famílias", afirmou à ANSA Marino Alvarado, advogado e defensor dos direitos humanos.
Outros ativistas ouvidos pela agência estimam que o processo de libertação será gradual e deve continuar ao longo do fim de semana.
Entre as poucas pessoas que conquistaram a liberdade estão a advogada e ativista dissidente Rocío San Miguel, que já seguiu para Madri, além de outros quatro cidadãos espanhóis libertados por Caracas, segundo informou o governo de Pedro Sánchez.
O ex-candidato presidencial de centro-esquerda Enrique Márquez e o ex-deputado e jornalista ítalo-venezuelano Biagio Pilieri, um dos principais apoiadores de María Corina Machado, também foram libertados pelas autoridades.
"Acabei de falar ao telefone com Biagio Pilieri. Ele está bem e já está sendo assistido pela nossa missão diplomática em Caracas. Ele é um dos quatro detidos que mencionei especificamente ao secretário de Estado americano, Marco Rubio. Mais uma vitória diplomática para a Itália. Um trabalho constante e silencioso, sempre protegendo nossos concidadãos", escreveu o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani.
Enquanto isso, diante da completa ausência de informações oficiais, ainda se aguarda notícias sobre a possível libertação do trabalhador humanitário italiano Alberto Trentini, detido na prisão de El Rodeo I há mais de um ano.
Devido à falta de uma lista oficial com os nomes dos libertados, centenas de familiares e ativistas mantêm vigília nos portões de prisões em todo o país, na esperança de reencontrar seus entes queridos.