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ONG afirma que 10 presos foram libertados pela Venezuela

Ativistas reclamaram que não há uma lista dos que serão soltos

9 jan 2026 - 12h58
(atualizado às 13h42)
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Uma ONG venezuelana informou nesta sexta-feira (9) que apenas 10 detentos foram libertados da prisão após o anúncio do governo de Caracas, chefiado interinamente por Delcy Rodríguez.

Familiares de um homem que segue detido em uma das prisões da Venezuela
Familiares de um homem que segue detido em uma das prisões da Venezuela
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A informação foi divulgada pela ONG Justiça, Encontro e Perdão, que também mencionou a expectativa de que cerca de mil presos na Venezuela sejam libertados. No entanto, o número de solturas registrado até o momento está muito abaixo do esperado.

"A falta de transparência das autoridades, que não divulgaram oficialmente uma lista dos que serão libertados, configura mais um abuso contra as famílias", afirmou à ANSA Marino Alvarado, advogado e defensor dos direitos humanos.

Outros ativistas ouvidos pela agência estimam que o processo de libertação será gradual e deve continuar ao longo do fim de semana.

Entre as poucas pessoas que conquistaram a liberdade estão a advogada e ativista dissidente Rocío San Miguel, que já seguiu para Madri, além de outros quatro cidadãos espanhóis libertados por Caracas, segundo informou o governo de Pedro Sánchez.

O ex-candidato presidencial de centro-esquerda Enrique Márquez e o ex-deputado e jornalista ítalo-venezuelano Biagio Pilieri, um dos principais apoiadores de María Corina Machado, também foram libertados pelas autoridades.

"Acabei de falar ao telefone com Biagio Pilieri. Ele está bem e já está sendo assistido pela nossa missão diplomática em Caracas. Ele é um dos quatro detidos que mencionei especificamente ao secretário de Estado americano, Marco Rubio. Mais uma vitória diplomática para a Itália. Um trabalho constante e silencioso, sempre protegendo nossos concidadãos", escreveu o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani.

Enquanto isso, diante da completa ausência de informações oficiais, ainda se aguarda notícias sobre a possível libertação do trabalhador humanitário italiano Alberto Trentini, detido na prisão de El Rodeo I há mais de um ano.

Devido à falta de uma lista oficial com os nomes dos libertados, centenas de familiares e ativistas mantêm vigília nos portões de prisões em todo o país, na esperança de reencontrar seus entes queridos.

Ansa - Brasil
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