N. Zelândia: brasileiro desaparece no mar e polícia descarta sobrevivência
9 ago2012 - 06h13
(atualizado às 07h53)
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Albert Steinberger
A polícia da Nova Zelândia retomará na manhã de sexta-feira as buscas pelo estudante brasileiro e outros dois desaparecidos que caíram no mar durante um passeio de escola na quarta-feira, mas disse não ter esperanças de encontrar as três vítimas com vida.
O estudante cearense de intercâmbio João Felipe Martins de Melo e o neozelandês Stephen Lewis Kahukaka-Gedye, ambos de 17 anos, caíram no mar na quarta-feira, quando escalavam uma rocha no Parque de Paritutu, localizado na cidade de New Plymout.
O instrutor Bryce John Jourdain, de 42 anos, pulou na água para tentar resgatar os estudantes e também desapareceu. Eles faziam um passeio com 11 colegas do Spotswood College, uma escola local, acompanhados de dois instrutores de uma empresa de esportes de aventura.
Uma porta-voz da polícia da Nova Zelândia, Victoria Evans, disse à BBC Brasil que, "após 24 horas do incidente, com o mar nas condições em que está, a polícia não tem mais esperanças de encontrar os desaparecidos com vida".
"Nós estamos fazendo o nosso melhor para encontrar os corpos e retorná-los aos familiares", disse ela. De acordo com o jornal NZ Herald, um terceiro estudante também caiu na água, mas conseguiu se agarrar a uma rocha e foi resgatado. Ele foi levado ao hospital com hipotermia, mas passa bem.
Ao ser questionada sobre as condições do acidente e se houve falhas na segurança, Evans disse que a polícia não vai falar sobre isso neste momento e que duas investigações serão feitas para apurar as causas do incidente.
Cerca de 50 policiais trabalham nas buscas, que foram suspensas no período da noite desta quinta-feira (a Nova Zelândia está 15 horas à frente do horário brasileiro) e irão recomeçar às 7 horas da manhã desta sexta-feira (16h de quinta-feira, horário de Brasília).
A operação conta com cinco botes infláveis, barcos da marinha e helicópteros. As equipes de resgate tiveram dificuldades devido às condições do mar, com fortes ondas, que também impediram mergulhadores de realizarem buscas no local.
Felipe é natural de Fortaleza, fazia um intercâmbio na Nova Zelândia desde janeiro e planejava voltar ao Brasil em outubro, segundo relatos de sua família à imprensa.
Foto divulgada pela Polícia da Nova Zelândia mostra o estudante brasileiro João Felipe Martins de Melo
A médica anestesista brasileira Liliana Mesquita Andrade aderiu há dois anos à ONG internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) e em junho deste ano passou um mês na Faixa de Gaza em um programa de cirurgias plásticas de reconstrução
Foto: Isabelle Merny/MSF / BBC Brasil
Seu primeiro paciente, um menino de menos de dois anos, sofria de má formação congênita e tinha todos os dedos da mão grudados
Foto: Liliana Mesquita/MSF / BBC Brasil
Em sua sexta missão pela organização, Liliana já passou pelo Paquistão, Sudão do Sul, República Centro Africana e Haiti, mas diz que em Gaza sentiu que seu diploma "foi validado" com um sentido verdadeiro da vocação como médica
Foto: Liliana Mesquita/MSF / BBC Brasil
As cirurgias são feitas em hospitais de campanha, organizados sob tendas divididas em salas de operação e espaço para que as mães aguardem os filhos. Um dos principais problemas na região é a grande ocorrência de má formação congênita devido aos casamentos entre pessoas da mesma família
Foto: Liliana Mesquita/MSF / BBC Brasil
Queimaduras devido a explosões e acidentes domésticos e ainda sequelas de guerras e ataques também integram a lista dos principais problemas das crianças operadas em Gaza, explica a médica
Foto: Liliana Mesquita/MSF / BBC Brasil
Surpresa com os 40 km de litoral que compõem o território palestino sob domínio de Israel, a brasileira fotografou os "quiosques" improvisados na beira da praia frequentada por palestinos, inclusive mulheres de burca
Foto: Liliana Mesquita/MSF / BBC Brasil
Liliana diz que juntou-se à ONG por questões pessoais e paixão pela Medicina, motivações que ela pôde colocar em prática em Gaza, região sob bloqueio de Israel com mínima possibilidade de comércio com outros territórios e países onde muitos têm dificuldade para obter alimentos e remédios
Foto: Liliana Mesquita/MSF / BBC Brasil
Palestinos protestam contra limite de 3 km de pesca permitidos pelo governo israelense. A brasileira diz que é muito diferente ouvir falar do confronto no Oriente Médio pelo noticiário e ver de perto como as pessoas vivem
Foto: Liliana Mesquita/MSF / BBC Brasil
Liliana era a única brasileira a integrar a equipe médica da MSF em Gaza, formada, além do alemão que a precedeu como anestesista, por dois cirurgiões franceses e enfermeiros italianos, franceses e palestinos
Foto: Liliana Mesquita/MSF / BBC Brasil
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