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O ataque na Times Square que matou a vice-presidente do Bank of America

Erin Piacenti foi esfaqueada e não resistiu aos ferimentos. Outra vítima, um homem de 68 anos, está internado. Já a suspeita do crime morreu ao ser baleada pela polícia.

2 set 2026 - 07h58
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Resumo
Uma mulher de 49 anos, identificada como Pamela Cisneros, realizou um ataque a faca na Times Square, em Nova York, matando Erin Piacenti, vice-presidente do Bank of America, e ferindo um homem de 68 anos. A agressora, que tinha histórico de problemas de saúde mental, recusou-se a se render, ameaçou os policiais e acabou morta a tiros pelos agentes após o uso ineficaz de tasers. A polícia classificou a ação como um ataque aleatório e não provocado.
Dois policiais uniformizados estão ao ar livre, ao lado de barreiras policiais, com a Times Square desfocada ao fundo. Eles estão conversando entre si. É dia.
Dois policiais uniformizados estão ao ar livre, ao lado de barreiras policiais, com a Times Square desfocada ao fundo. Eles estão conversando entre si. É dia.
Foto: Brendan McDermid/Reuters / BBC News Brasil

Uma mulher de 32 anos morreu e um homem de 68 anos está hospitalizado após serem esfaqueados na Times Square, ponto turístico central de Nova York, nos Estados Unidos, no final da tarde de segunda-feira (1º/9).

A suspeita, uma mulher armada com duas facas, foi baleada pela polícia. Os três envolvidos foram levados a um hospital, onde as mortes tanto da vítima quanto da suspeita foram confirmadas, segundo o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.

A mulher que morreu foi identificada mais tarde como Erin Piacenti, vice-presidente do Bank of America. O homem que ficou ferido permanece em estado de saúde estável.

O Bank of America declarou à BBC: "Estamos chocados e profundamente entristecidos com a trágica perda de nossa colega. Ela era uma integrante valiosa da equipe e deixará muitas saudades. Nossos sentimentos estão com sua família e todos os seus entes queridos."

A comissária do Departamento de Polícia de Nova York, Jessica Tisch, classificou o ataque como "não provocado" e afirmou que os esfaqueamentos ocorreram com um intervalo de cerca de 20 segundos.

Segundo Tisch, a central de atendimento da polícia recebeu várias chamadas de emergência por volta das 16h24, no horário local, relatando que uma mulher armada com duas facas estava esfaqueando pessoas na Sétima Avenida.

As facas usadas no assassinato
As facas usadas no assassinato
Foto: Polícia de Nova York/Divulgação / BBC News Brasil

Como aconteceu o ataque

De acordo com Tisch, a suspeita abordou um homem que havia acabado de sair do metrô e estava parado com a esposa, aguardando para atravessar a rua.

"Uma testemunha no local relatou aos investigadores que viu a suspeita tirar duas facas de uma sacola vermelha antes de abordar a primeira vítima. A suspeita brandiu as facas antes de esfaquear um homem de 68 anos no lado direito do abdômen, no que parece ter sido um ataque aleatório e não provocado."

A suspeita seguiu pela Sétima Avenida em direção à rua 42, onde esfaqueou a segunda vítima, Piacenti, que não resistiu. Foi então que a polícia tentou convencê-la a largar as armas, conversando com ela por quatro minutos.

"Durante o confronto, ela disse aos policiais: 'Não vou largar nada; prefiro matar vocês dois'. Ela repetiu: 'Vou matar vocês'", afirmou Tisch.

A suspeita apontou as facas na direção dos policiais, que usaram tasers contra ela. A arma de eletrochoque foi "ineficaz", segundo a polícia, e não a impediram de avançar contra os agentes.

Os policiais então atiraram na mulher, identificada como Pamela Cisneros. Ela tinha 49 anos e vivia na região do Queens. Nunca havia sido presa anteriormente, mas tinha um "histórico documentado de saúde mental junto à política, com um incidente em 2018 e outro em 2019", acrescentou Tisch.

Uma turista de Boston, Melinda Puzon, disse à CBS News — parceira de reportagem da BBC nos Estados Unidos — que ouviu os disparos e viu "muita gente na rua". "Foi muito chocante."

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, agradeceu aos policiais que intervieram e 'impediram que um ataque horrível se tornasse ainda pior'
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, agradeceu aos policiais que intervieram e 'impediram que um ataque horrível se tornasse ainda pior'
Foto: Reuters / BBC News Brasil
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