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Netanyahu pede para oposição excluir árabes e formar 'governo de união nacional'

Já o partido de Eisenkot cobrou que o premiê dissolva aliança com 'extremistas'

7 nov 2026 - 16h28
(atualizado às 16h50)
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Resumo
Após a oposição liderada por Gadi Eisenkot obter apoio de 67 deputados com o aval de partidos árabes, o premiê Benjamin Netanyahu propôs um governo de união nacional, exigindo a exclusão dos islamitas e a inclusão de seus aliados ultranacionalistas. Em resposta, o partido de Eisenkot cobrou o fim da aliança de Netanyahu com extremistas e defendeu a liderança do general. O impasse ocorre às vésperas de o presidente Isaac Herzog indicar quem tentará formar o Executivo israelense.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convidou neste sábado (7) os partidos do chamado "bloco da mudança" a formar um governo de unidade nacional com as legendas de sua coalizão.

Manifestação em apoio ao premiê de Israel, Benjamin Netanyahu
Manifestação em apoio ao premiê de Israel, Benjamin Netanyahu
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração chega após a aliança de oposição liderada pelo general Gadi Eisenkot ter recebido o apoio de 67 dos 120 parlamentares eleitos para o Knesset, incluindo 19 de partidos árabes.

Segundo Netanyahu, um Executivo formado com o aval de representantes da comunidade árabe destruiria o país. "Um governo dependente de islamitas desmantelaria o Estado de Israel por dentro, tal como vem ocorrendo em países europeus, e de uma forma muito pior", afirmou o premiê em um discurso gravado.

No entanto, de acordo com o primeiro-ministro, esse gabinete de união nacional teria de incluir todas as atuais forças da situação, incluindo partidos ultraortodoxos e ultranacionalistas religiosos. Netanyahu não sugeriu quem lideraria esse governo.

Pouco depois, o partido de Eisenkot, o Yashar, publicou uma mensagem no X cobrando que o Likud, legenda de direita liderada pelo atual premiê, "anuncie publicamente a dissolução de sua coalizão com extremistas" e expresse a "disposição de integrar um governo" encabeçado pelo general.

A movimentação chega na véspera do anúncio do presidente Isaac Herzog sobre quem será encarregado de formar o próximo Executivo após as eleições da semana passada, que não resultaram em uma maioria clara no Parlamento.

O bloco de Netanyahu conquistou 53 cadeiras; a coalizão de Eisenkot, 48; e os partidos árabes, 19. Durante as consultas com Herzog, uma das integrantes da base governista, a aliança ultraortodoxa Judaísmo Unido da Torá (UTJ), se absteve, indicando uma possível abertura a negociar com Eisenkot.

Essas foram as primeiras eleições em Israel após os atentados terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Ansa - Brasil
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