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Negociador iraniano chama líderes dos EUA de 'Satanás' após ataques no sul do país

Declaração ocorre após bombardeio que, segundo o Crescente Vermelho iraniano, matou quatro pessoas, entre elas uma criança, durante uma celebração em Kuhestak

2 set 2026 - 08h22
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Resumo
O chefe da delegação iraniana, Mohamad Baqer Qalibaf, chamou líderes dos EUA de "Satanás" após ataques americanos deixarem quatro mortos e 50 feridos no sul do Irã. A ofensiva atingiu civis e comprometeu a recente abertura diplomática proposta pelo presidente Masoud Pezeshkian. Em retaliação, Teerã intensificou o conflito e disparou mísseis e drones contra bases americanas na Jordânia, no Bahrein e no Curdistão iraquiano, ampliando as tensões no Oriente Médio.
Líder iraniano citou o ataque à escola de Minab que deixou 168 mortos
Líder iraniano citou o ataque à escola de Minab que deixou 168 mortos
Foto: Majid Saeedi/Getty Images

O chefe da delegação iraniana nas negociações, Mohamad Baqer Qalibaf, chamou os líderes dos Estados Unidos de "Satanás" após os novos ataques americanos contra o Irã.

Em publicação na rede social X, Qalibaf citou locais atingidos pelas ofensivas e acusou Washington de matar crianças.

"Escola de Minab: crianças massacradas. Centro esportivo de Lamerd: crianças assassinadas. Celebração em Kuhestak: crianças assassinadas junto com suas famílias", escreveu.

"Se uma potência age como Satanás, escolhe seus alvos como Satanás e mata como Satanás, então é Satanás", acrescentou.

A declaração foi feita após um ataque americano no sul do Irã deixar quatro mortos, entre eles uma criança, e cerca de 50 feridos, segundo o Crescente Vermelho iraniano.

A organização informou que fragmentos de um míssil americano atingiram uma residência em Kuhestak, no distrito de Sirik, onde uma celebração era realizada.

Os novos ataques americanos ocorreram pouco depois de o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, sinalizar disposição para retomar a via diplomática, atualmente paralisada.

Na terça-feira, Pezeshkian afirmou que Teerã responderia de forma recíproca a qualquer iniciativa dos Estados Unidos para retomar um acordo que pudesse encerrar a guerra. Ao mesmo tempo, alertou que uma nova política de pressão e ameaças por parte de Washington poderia comprometer o caminho da diplomacia.

Irã responde aos ataques

A escalada militar, no entanto, continuou nesta quarta-feira. O Irã lançou ataques contra alvos dos Estados Unidos no Oriente Médio, incluindo bases americanas na Jordânia, no Bahrein e na região do Curdistão iraquiano.

Segundo a mídia estatal iraniana, Teerã disparou mísseis balísticos contra duas bases americanas na Jordânia. O Exército jordaniano afirmou ter interceptado dez mísseis lançados do Irã, sem confirmar vítimas ou danos.

O Exército iraniano também afirmou ter lançado drones contra forças americanas em uma base aérea no Bahrein. Na região autônoma do Curdistão iraquiano, a Guarda Revolucionária disse ter atacado bases americanas com mísseis e drones.

A ofensiva ocorreu após novos ataques dos Estados Unidos contra o território iraniano e elevou ainda mais a tensão no Oriente Médio, em um conflito que já dura seis meses. /AFP

Estadão
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