Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Negociador do Irã deixa cargo após divergências; ministro inicia 'giro pela paz'

EUA, por sua vez, mantêm opções militares abertas caso não haja acordo com Teerã

24 abr 2026 - 11h55
(atualizado às 13h03)
Compartilhar
Exibir comentários

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, que também liderava a equipe de negociação com os Estados Unidos, renunciou ao cargo após divergências internas no alto escalão político do país.

Mohammad Bagher Ghalibaf teria sido forçado a deixar cargo
Mohammad Bagher Ghalibaf teria sido forçado a deixar cargo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A informação foi divulgada com exclusividade pela agência Iran International, nesta sexta-feira (24).

Segundo a reportagem, Ghalibaf enfrentava forte pressão de setores conservadores do regime por ter defendido a inclusão da questão nuclear nas conversas com Washington. A posição teria sido considerada excessivamente conciliatória, levando à sua saída forçada.

Nos bastidores do poder iraniano, o nome do ultraconservador Saeed Jalili, representante do Líder Supremo no Conselho de Segurança Nacional, surge como possível substituto na liderança das negociações.

Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, também busca protagonismo no processo diplomático e deve iniciar uma intensa agenda internacional a partir de Islamabad, no Paquistão, com viagens previstas ainda para Mascate e Moscou.

De acordo com fontes do governo paquistanês, o chanceler iraniano chegará à capital do país acompanhado de uma pequena delegação para novas conversas mediadas pelo Paquistão.

Há expectativa de uma segunda rodada de negociações indiretas entre Irã e Estados Unidos em Islamabad, com apoio logístico de uma equipe americana já presente na cidade.

A agência estatal iraniana Irna afirmou que a viagem tem como objetivo consultas bilaterais e discussões sobre "os acontecimentos recentes na região e os desdobramentos da guerra imposta pelos Estados Unidos e pelo regime israelense contra o Irã".

Enquanto isso, o clima diplomático segue tenso. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que Washington mantém opções militares abertas caso não haja acordo com Teerã, ao mesmo tempo em que endureceu o discurso contra aliados europeus, acusando-os de dependerem excessivamente da proteção americana.

Segundo Hegseth, a campanha militar dos EUA na região já teria consumido grandes volumes de armamentos estratégicos, incluindo mísseis de cruzeiro e sistemas de defesa aérea, o que, de acordo com avaliações citadas pelo New York Times, estaria pressionando os estoques militares americanos.

No campo diplomático europeu, a chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, alertou que eventuais negociações com o Irã podem resultar em um acordo frágil caso não incluam o programa de mísseis iraniano além da questão nuclear.

Em paralelo, os Estados Unidos também intensificaram ações contra grupos aliados de Teerã, oferecendo recompensas milionárias por informações sobre líderes de milícias xiitas no Iraque.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esperar avanços diplomáticos no Oriente Médio e disse acreditar em uma possibilidade de acordo de paz mais amplo, envolvendo Israel e Líbano, ainda este ano, após o cessar-fogo ser prorrogado por três semanas.

"Acho que há uma chance muito boa. Acho que será uma meta fácil", disse Trump em seu discurso de abertura de uma reunião realizada na Casa Branca entre os embaixadores dos dois países, que estão na segunda rodada de negociações para um possível acordo de paz.

Ansa - Brasil
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra