Nápoles proíbe frutos do mar crus em restaurantes após aumento de casos de hepatite A
Medida prevê multas que variam de 2 mil a 20 mil euros
O prefeito de Nápoles, Gaetano Manfredi, assinou uma portaria que proíbe a venda de frutos do mar crus em restaurantes e quiosques da cidade a partir desta sexta-feira (20), após a detecção de um "aumento preocupante" de casos de hepatite A.
A medida, que também orienta os moradores a evitar o consumo de frutos do mar crus em casa, foi adotada em resposta a um relatório do Departamento de Prevenção depois de casos relatados por diversos hospitais.
Até o momento, mais de 150 casos foram confirmados, número que representa uma prevalência dez vezes maior do que a média dos últimos 10 anos e 41 vezes maior que a média dos últimos três anos.
A hepatite A é uma doença infecciosa do fígado causada pelo vírus HAV. Diferentemente dos tipos B ou C, a hepatite A geralmente apresenta caráter agudo e temporário, sem risco de evolução para doença crônica. Os sintomas mais comuns incluem náuseas, vômitos, fadiga e icterícia, caracterizada pelo amarelamento da pele.
A portaria da prefeitura prevê multas que variam de 2 mil a 20 mil euros para estabelecimentos que descumprirem a proibição e, em caso de reincidência, os locais terão suas atividades suspensas por um período de um a 30 dias. As sanções permanecerão em vigor até que a situação seja reavaliada.
Segundo as autoridades sanitárias locais, o número de casos registrados recentemente representa "um aumento que exige máxima atenção em termos de segurança alimentar, vigilância epidemiológica e informação pública".
Desta forma, foi decidido reforçar os controles na cadeia de abastecimento de frutos do mar e, simultaneamente, intensificar os esforços de prevenção. Vacinação, higiene pessoal e boa higiene doméstica estão entre os principais requisitos, além do cozimento dos frutos do mar, que nunca devem ser consumidos crus.