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Futura rainha da Noruega diz ter sido 'manipulada e enganada' por Epstein

Futura rainha da Noruega, a princesa Mette-Marit afirmou, em entrevista exibida nesta sexta-feira (20), ter sido "manipulada e enganada" pelo criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein, a quem diz ter visto tentar chantagear outras pessoas.

20 mar 2026 - 13h30
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A divulgação de novos documentos no caso Epstein nos Estados Unidos, no fim de janeiro, revelou uma troca intensa de mensagens, por vezes com tom íntimo, entre 2011 e 2014, entre a princesa e o financista, que morreu na prisão em 2019.

Somadas a outros escândalos, essas revelações prejudicaram a imagem da família real: pesquisas indicaram que a maioria dos noruegueses passou a se opor à possibilidade de Mette-Marit subir ao trono ao lado do marido, o príncipe herdeiro Haakon.

"Claro que eu gostaria de nunca tê-lo conhecido", disse Mette-Marit sobre Epstein, na entrevista de cerca de 20 minutos à emissora pública NRK, a primeira desde que o caso veio à tona na Noruega.

"Para mim, é extremamente importante assumir que não investiguei melhor o passado dele e também reconhecer que fui manipulada e enganada", afirmou.

A princesa rejeitou, entretanto, especulações sobre a natureza da relação com Epstein. "Era uma relação de amizade: ele era, acima de tudo, um amigo para mim. Mas, se a pergunta é se havia outra natureza, a resposta é não."

Emojis e lágrimas 

Segundo as mensagens divulgadas pela imprensa norueguesa, em 2011 ela escreveu a Epstein que havia pesquisado sobre ele no Google. "Sim, não causou uma impressão muito boa", disse, acrescentando um emoji.

Epstein já havia sido condenado em 2008 a pouco mais de um ano de prisão por aliciar uma menor para prostituição.

Diante das câmeras da NRK, a princesa - em alguns momentos à beira das lágrimas, com o príncipe Haakon sentado ao seu lado - disse não se lembrar dessa troca específica.

Em 2012, quando Epstein afirmou estar em Paris "em busca de uma esposa", ela respondeu que a capital francesa era "boa para o adultério", mas que "as escandinavas (são) melhores esposas".

Em janeiro de 2013, ela também se hospedou por quatro dias, com uma amiga, na casa de Epstein em Palm Beach, na Flórida.

Questionada sobre o tom aparentemente íntimo das mensagens, Mette-Marit disse que se tratava de "camaradagem", mas classificou os e-mails como "constrangedores".

A princesa afirmou ter rompido a amizade após alguns episódios - que não quis revelar. Ao fim de um deles, ela se sentiu "um pouco insegura", acrescentou o príncipe Haakon.

"Eu percebi que era alguém ruim, com quem as pessoas não deveriam ter contato. E vi de perto como ele chantageava outras pessoas", apontou, na versão escrita da entrevista publicada no site da NRK.

"Não sou eu quem deve ser lamentada", insistiu. "São todas as vítimas dessas graves agressões que merecem justiça."

Sem resposta

A princesa, de 52 anos, já enfrenta também as consequências dos problemas judiciais de seu filho, Marius Borg Høiby, cujo julgamento foi concluído na quinta-feira. Filho de uma relação anterior ao casamento de Mette-Marit com Haakon, em 2001, Høiby é acusado de estupro e agressões contra ex-companheiras, o que ele nega.

Mette-Marit sofre de uma forma rara de fibrose pulmonar, doença incurável que afeta os pulmões e provoca dificuldades respiratórias, podendo levá-la a precisar de um transplante.

Segundo ela, esses problemas de saúde explicam a demora em se manifestar sobre sua relação com Epstein.

"Ela não responde de forma concreta a algumas das perguntas mais difíceis", observou, à NRK, Harald Stanghelle, comentarista do jornal Aftenposten, citando especialmente as dúvidas sobre o resultado de sua busca no Google em 2011.

Em mensagem enviada à AFP, o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, afirmou que é positivo que a princesa assuma a responsabilidade por não ter investigado melhor quem Epstein realmente era.

Até agora, Mette-Marit havia se limitado a notas escritas em que expressava arrependimento.

Questionada sobre sua capacidade de continuar exercendo funções públicas, ela afirmou confiar no papel da monarquia e no marido, Haakon, e disse querer "permanecer ao lado dele". "Se minha saúde permitir", acrescentou.

"Mette é atenciosa, sensata e muito forte", defendeu o príncipe herdeiro. "Por isso, quero tê-la sempre ao meu lado, especialmente em momentos difíceis."

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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