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Mulher recebe mais de R$ 440 mil de indenização após perder couro cabeludo e orelha

Rabo de cavalo de Anna Rachfal foi puxado por uma máquina; ela precisou passar por 14 cirurgias reconstrutivas

22 set 2025 - 16h52
(atualizado às 17h17)
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Resumo
Mulher indenizada em R$ 447 mil após acidente de trabalho no Reino Unido, em que foi escalpelada por máquina sem proteção; empresa já havia identificado o risco, e vítima passou por 14 cirurgias.
Mulher recebe R$ 447 mil de indenização após ter sido escalpelada em acidente de trabalho
Mulher recebe R$ 447 mil de indenização após ter sido escalpelada em acidente de trabalho
Foto: Reprodução/Redes sociais/The Mirror

Uma empresa de engenharia do Reino Unido foi condenada a indenizar em 62 mil libras (cerca de R$ 447 mil, segundo a cotação atual) Anna Rachfal, de 29 anos, que teve o couro cabeludo e uma orelha arrancados por uma máquina em um acidente de trabalho. A vítima precisou passar por 14 cirurgias reconstrutivas. 

O acidente aconteceu em setembro de 2019. Segundo informações do jornal britânico The Mirror, Anna teve o rabo de cavalo puxado por uma furadeira giratória, que estava sendo operada por ela. A jovem conta que gritou, mas levou apenas alguns segundos para que o equipamento causasse os ferimentos — o último som de que Anna se lembra de ter ouvido antes de desmaiar.

De acordo com investigações feitas pela agência britânica de segurança do trabalho, a Health and Safety Executive, a máquina não tinha a proteção adequada e já havia sido identificada dentro da avaliação da própria empresa como de risco. No entanto, ela continuava em uso. 

Além dos ferimentos, a vítima foi diagnosticada com transtorno do estresse pós-traumático, ansiedade e depressão. Ela classificou o valor da indenização como “humilhante” e decidiu entrar com uma ação civil por conta própria. “Quase perdi a vida, então sou grata por ainda estar aqui, mas o acidente mudou tudo. Olho no espelho e não me reconheço mais”, lamentou Anna. 

“Tenho perda auditiva, tontura, dor nas cicatrizes, dor nos nervos tão forte que, às vezes, não consigo me mexer. Perdi toda a sensibilidade na cabeça. Nunca vou recuperar meu cabelo e não posso fazer um transplante, pois não há tecido, então só posso usar perucas. A multa foi um insulto. Meu empregador pôde continuar vivendo normalmente, enquanto eu sinto que minha vida nunca mais será a mesma”, afirmou. 

Ao jornal, ela disse que espera usar sua experiência para ajudar outras pessoas que sofreram ferimentos graves. “Nenhuma quantia de dinheiro compensará o que aconteceu, mas espero que minha história incentive outras pessoas a se defenderem e lutarem por sua segurança, e que os empregadores cuidem adequadamente de seus funcionários”, destacou. 

“Este é um caso chocante o qual, se a furadeira tivesse sido equipada com a proteção correta, poderia ter sido facilmente evitado. O fato de a empresa saber do risco, mas optar por ignorá-lo é indesculpável. Isso deve servir de alerta para outros empregadores, para que garantam que tenham os procedimentos corretos de saúde e segurança em vigor”, apontou o advogado e responsável pela defesa de Anna, Ben Posford. 

Fonte: Portal Terra
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