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Mulher que deu cabeça degolada do marido para amiga é condenada a 15 anos de prisão

Crime aconteceu em 2019, em Castro Urdiales, na Espanha

12 dez 2022 - 17h00
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Jesús María Baranda e Carmen Merino
Jesús María Baranda e Carmen Merino
Foto: Reprodução/Redes sociais

Uma mulher que entregou a cabeça degolada do marido em uma caixa para uma amiga foi condenada a 15 anos de prisão. O caso aconteceu em 2019, em Castro Urdiales, na Espanha. A sentença por homicídio com agravamento de parentesco foi dada a Carmen Merino, cujo marido foi considerado desaparecido.

Na época, o marido estava desaparecido havia seis meses. Carmen, que decapitou o marido, deu uma caixa à vizinha e amiga, dizendo que dentro estavam brinquedos sexuais. Ela alegou que a polícia iria fazer buscas em sua casa e queria evitar o constrangimento. Dentro da caixa, porém, estava a cabeça do marido de Carmen.

Ao notar o mau cheiro que vinha de dentro da caixa dada por Carmen, a amiga abriu a embalagem e descobriu que lá dentro estava a cabeça do bancário Jesús María Baranda, de 67 anos. Carmen foi presa pela polícia em 2019. 

A sentença foi definida na última sexta-feira, 9. Ela também foi condenada a pagar 18 mil euros (aproximadamente R$ 99 mil na cotação atual) ao irmão da vítima e 20 mil euros (aproximadamente R$ 110 mil) a cada um dos dois filhos. Carmen ainda pode recorrer da decisão.

Segundo o juiz, Carmen agiu com intenção de se aproveitar dos bens e do dinheiro do marido já que foi nomeada como única herdeira no testamento. O resto do corpo de Jesús continua desaparecido.

"Ela se livrou do cadáver e deu o crânio para a amiga, fazendo-a acreditar que a caixa continha brinquedos sexuais, sabendo que a denúncia dos parentes do companheiro acabaria em investigação policial que provavelmente levaria a uma busca em sua casa", disse o juiz do caso.

A mulher também não deu "uma explicação razoável" ao magistrado para refutar as provas incriminatórias, e isso teria corroborado com as teses acusatórias. A defesa alega que a causa da morte não foi definida, mas o juiz entendeu que, caso a morte fosse natural ou acidental, a esposa teria acionado os serviços de emergência, e ele não teria sido decapitado.

"Resta a morte homicida, que é a única que pode levar a livrar-se do cadáver, guardando um resto para poder provar a morte da vítima em um curto período de tempo", acrescenta o magistrado.

Saques com o cartão do marido

As investigações apontaram que Carmen realizou 25 saques de 600 euros entre março e setembro de 2019 com o cartão do marido, no período em que ele já estava desaparecido. O dinheiro foi encontrado dentro de uma mala na residência da acusada.

Em um dos computadores do casal, também foram encontradas as pesquisas: "quanto tempo leva para um corpo se decompor?" e "se meu marido desaparecer, continuo recebendo a pensão?". Além disso, foram feitas compras online de ferramentas e uma motosserra.

"A ré disse no julgamento que esses bens foram comprados por ele, mas acontece que todos eles foram pagos com o cartão usado pela ré. A motosserra foi comprada pela ré online de um de seus computadores pessoais e de sua própria conta, e quem pegou a motosserra, quando foi entregue, também era a ré", acrescenta a sentença.

Fonte: Redação Terra
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