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Ministro de Israel ameaça transformar Beirute em Gaza, enquanto bombardeios no Líbano se intensificam

Um ministro israelense de extrema direita ameaçou, nesta quinta-feira (5), que os bairros do sul de Beirute, reduto do movimento libanês Hezbollah, poderiam sofrer a mesma destruição vista na Faixa de Gaza. Mais de 100 pessoas já morreram no Líbano em decorrência dos ataques aéreos israelenses.

5 mar 2026 - 15h09
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"Em breve, Dahiyeh (subúrbio do sul de Beirute) se assemelhará a Khan Younis", declarou o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, em mensagem publicada no Telegram, numa referência à cidade devastada pela guerra no sul da Faixa de Gaza.

Uma ambulância perto de um grande incêndio após os bombardeios israelenses a uma usina de energia solar e a uma instalação de geração de eletricidade em Tiro, cidade costeira no sul do Líbano, em 4 de março de 2026.
Uma ambulância perto de um grande incêndio após os bombardeios israelenses a uma usina de energia solar e a uma instalação de geração de eletricidade em Tiro, cidade costeira no sul do Líbano, em 4 de março de 2026.
Foto: © KAWNAT HAJU / AFP / RFI

No âmbito da ofensiva contra o Hezbollah, aliado de Teerã, o Exército israelense ordenou nesta quinta-feira que moradores de todos os bairros do sul de Beirute deixassem a região "imediatamente" para garantir sua sobrevivência.

Israel, que lançou com os Estados Unidos um ataque conjunto contra o Irã no sábado, iniciou na madrugada de segunda-feira uma campanha de bombardeios massivos no Líbano, alegando atingir instalações e posições do Hezbollah. O grupo havia atacado o território israelense para "vingar" a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto durante o ataque americano‑israelense a Teerã, também no sábado.

"O Hezbollah cometeu um erro e pagará caro por isso. Estamos atacando a cabeça do polvo no Irã e, ao mesmo tempo, cortaremos seu tentáculo do Hezbollah", afirmou Smotrich. "Vocês quiseram trazer o inferno para nós e acabaram trazendo para si mesmos", acrescentou ele em vídeo que acompanhava a mensagem.

Ajuda da França

O número de mortos no Líbano desde que o país foi arrastado para o conflito regional, na segunda-feira, subiu para 102, com 638 feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês nesta quinta-feira. O órgão alertou que o total pode aumentar, já que os hospitais continuam recebendo vítimas. O balanço anterior registrava 77 mortes.

O presidente libanês, Joseph Aoun, pediu nesta quinta-feira ao presidente francês, Emmanuel Macron, que intervenha junto a Israel para impedir novos bombardeios nos subúrbios do sul de Beirute, após a ordem de retirada dos moradores.

Durante conversa telefônica, Aoun solicitou que Macron "interceda para evitar que os subúrbios do sul sejam alvejados" e que ofereça apoio "para alcançar um cessar-fogo o mais rápido possível", segundo comunicado da presidência libanesa.

A França manifestou na quinta-feira apoio ao Líbano e prometeu ações urgentes para apoiar a população deslocada no sul do Líbano. 

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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