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México acusa "golpe" e reconhece Evo presidente "legítimo"

11 nov 2019 11h29
| atualizado às 11h36
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Presidente da Bolívia, Evo Morales, durante anúncio de renúncia em Cochabamba
TV do Governo da Bolívia via REUTERS
Presidente da Bolívia, Evo Morales, durante anúncio de renúncia em Cochabamba TV do Governo da Bolívia via REUTERS
Foto: Reuters

O governo do México afirmou nesta segunda-feira que reconhece Evo Morales como presidente "legítimo" da Bolívia, denunciando que sua renúncia se deve a um "golpe" dado pelo Exército, o que classificou como um grave retrocesso para a região.

O chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, disse que o governo do presidente Andrés Manuel López Obrador não reconhecerá um governo de caráter militar na Bolívia.

"Consideramos um golpe o que ocorreu (na Bolívia) ontem (...) É um golpe porque o Exército pediu a renúncia do presidente e isso violenta a ordem constitucional do país", afirmou Ebrard em uma coletiva de imprensa com López Obrador.

"A postura que o México definiu no dia de hoje é de reivindicar, pedir respeito à ordem constitucional e à democracia na Bolívia", acrescentou o chanceler, que vai demandar uma reunião de emergência da Organização dos Estados Americanos (OEA), a qual acusou de permanecer em silêncio diante do "pronunciamento militar e das operações policiais".

Ebrard disse que Morales ainda não respondeu à oferta de asilo feita pelo governo mexicano.

Na mesma entrevista, López Obrador descreveu como "lamentáveis" os recentes eventos na Bolívia.

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