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Lula e Gleisi falam em "golpe" contra Evo Morales na Bolívia

Ex-presidente da República e a presidente do PT criticaram movimentos que levaram à renúncia do então presidente boliviano

10 nov 2019 20h25
| atualizado às 20h26
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), afirmaram neste domingo, 10, que o ex-presidente Evo Morales, da Bolívia, que renunciou neste domingo, sofreu um "golpe de estado" coordenado pela elite econômica.

Lula discursa um dia após sair da prisão.
Lula discursa um dia após sair da prisão.
Foto: Nacho Doce / Reuters

"Acabo de saber que houve um golpe de estado na Bolívia e que o companheiro Evo Morales foi obrigado a renunciar. É lamentável que a América Latina tenha uma elite econômica que não saiba conviver com a democracia e com a inclusão social dos mais pobres", escreveu o ex-presidente Lula, que deixou a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba na sexta-feira, após 580 dias preso. Lula cumpria pena pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex.

Por sua vez, Gleisi Hoffmann afirmou que a "direita não combina com democracia" e falou em outro "golpe" na América Latina. Segundo ela, tirar Evo da presidência é desconhecer o resultado da eleição. "E não se submeter a outra é típico da elite atrasada, violenta e submissa ao capital. Agora vão tirar os direitos do povo boliviano. Já conhecemos esse script", escreveu Gleisi.

No poder desde 2006, Evo Morales era o presidente latino-americano há mais tempo no poder. Ele renunciou após uma escalada de tensão desde que venceu as eleições sob acusações de fraudes no final de novembro. A Organização dos Estados Americanos (OEA), que fez uma auditoria no processo eleitoral, afirmou haver numerosas irregularidades no processo eleitoral daquele país.

A saída de Evo ocorreu após três semanas de protestos e menos de uma hora depois de ele perder o apoio das Forças Armadas.

Veja também:

Bolívia: Evo Morales renuncia à presidência:

 

Estadão
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