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Meteorologistas lembram passagem do furacão "Andrew" pela Flórida há 20 anos

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Antoni Belchi.###nl### Miami (EUA) Os meteorologistas que há 20 anos seguiram a evolução de "Andrew" ainda lembram a passagem demolidora desse furacão pela Flórida, um dos três únicos de categoria cinco que atingiram o solo americano em sua história.

Às vésperas de completar o 20º aniversário do furacão, comemorado nesta sexta-feira, Max Mayfield, ex-diretor do Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, explicou à Agência Efe que, se aprendeu algo, "é que não temos que esperar que o furacão chegue perto".

"Andrew" causou a morte de 23 pessoas na Flórida e Louisiana (além de três nas Bahamas) e danos no valor de US$ 26,5 bilhões, dos quais US$ 25 bilhões corresponderam apenas à península da Flórida, segundo o NHC.

"Andrew" foi o terceiro furacão mais custoso na história do país, depois de "Katrina" (2005) e "Ike" (2008).

Mayfield lembrou que, apesar da magnitude da tragédia, aquele não foi o pior furacão da história do sul da Flórida porque "só afetou uma pequena área, embora com grande força", enquanto houve outros furacões que "até com menos força, afetaram uma área maior".

Com categoria cinco, a máxima na escala de intensidade Saffir-Simpson, "Andrew" chegou à Flórida, o estado americano mais castigado por este tipo de fenômeno, com rajadas de vento superiores aos 265 km/h.

Segundo Mayfield, as mortes aconteceram por causas relacionadas, como a queda de tetos e paredes, e também por fugas em embarcações e automóveis ou enquanto as pessoas procuravam refúgio.

Don Noe, chefe de meteorologia em 1992 do canal local "WPLG 10", perdeu sua casa em Palmetto Bay, sul de Miami. "Foi a pior coisa que vi na minha vida", disse à Efe, enquanto lembrava as dificuldades que teve para chegar até sua casa.

"Precisei de mais ou menos uma hora e meia para chegar em casa, quando normalmente demorava 15 minutos. Não havia eletricidade; não havia nem ruas,..." lembrou.

Na história dos Estados Unidos só há registros de três furacões que tenham atingido a categoria cinco: um furacão sem nome que arrasou a região de Florida Keys em 1935, "Camille" em 1969 e "Andrew" em 1992.

"É um impacto tremendo quando você ouve vir o furacão. O barulho é espantoso e a sensação é de muito medo. Não desejo a ninguém", comentou o especialista em furacões, que também alertou o risco que representa a mudança de muita gente para a Flórida, pessoas que não estão familiarizadas com este tipo de fenômeno.

"Se você acha que por uma simples rajadas de vento não há necessidade de se preparar, está errado. Quando a tempestade chega na cidade, você se dá conta que a realidade é muito mais perigosa do que parece", alertou.

Por isso, Mayfield recomenda ter todos os recursos necessários, como lanternas, água engarrafada ou comida enlatada. Segundo ele, é preciso ter todo o necessário "para sobreviver em um acampamento durante uma semana, porque não vai ter eletricidade, comida, água ou gasolina" durante alguns dias.

De qualquer forma, Mayfield disse estar convencido que, com a passagem dos anos, a população está muito mais preparada que há duas décadas, quando no sul da Flórida "Andrew" destruiu 25.524 casas e causou danos em outras 101.241. EFE

ab/al-rsd

(foto)

EFE   
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