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Meloni reforça compromisso contra máfia após foto sugerir ligação com criminoso

Premiê da Itália apareceu ao lado do suposto mafioso Gioacchino Amico

7 abr 2026 - 10h27
(atualizado às 11h14)
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Em meio a uma nova controvérsia política na Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou nesta terça-feira (7) que seu compromisso no combate à máfia é inquestionável, em resposta à divulgação de uma foto na qual aparece ao lado de Gioacchino Amico, apontado como uma figura ligada ao clã mafioso "Senese", na Lombardia.

Meloni e Gioacchino Amico durante evento em 2019
Meloni e Gioacchino Amico durante evento em 2019
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A imagem, publicada pelo programa Report, da RAI, teria sido tirada no dia 2 de fevereiro de 2019, no Hotel Marriott, em Milão, durante um evento político do partido Irmãos da Itália (FdI), realizado às vésperas da eleições europeias daquele ano, segundo informações divulgadas pelo jornal "Il Fatto Quotidiano".

De acordo com o programa, Amico estava entre os apoiadores presentes e teria ocupado posição de destaque no evento, "onde se celebrava a primeira grande iniciativa política no norte".

A repercussão levou a premiê italiana a se pronunciar publicamente. Em mensagem divulgada nas redes sociais, Meloni afirmou que seu compromisso no combate às organizações mafiosas é "cristalino, consistente e duradouro", destacando ações de seu governo contra chefes do crime organizado.

"O que fizemos no governo é a prova disso. Enquanto outros libertavam chefões da máfia da prisão sob o pretexto da Covid, nós os prendemos e os mantemos em prisões severas, uma instituição que salvamos do desmantelamento", afirmou ela.

Meloni também criticou veículos como "La Repubblica" e "Fanpage", acusando-os de promover uma narrativa política ao divulgar a imagem, e argumentou que, ao longo de décadas de vida pública, participou de inúmeros eventos e tirou milhares de fotos com cidadãos, sem necessariamente conhecer o histórico de cada pessoa.

Além disso, a chefe de governo da Itália rejeitou tentativas de associá-la a qualquer ligação com o crime organizado, inclusive por meio de referências à história de seu pai, com quem afirma não manter contato desde a infância.

"Assim como sabem muito bem que, ao longo de décadas de envolvimento político, existem dezenas de milhares de fotos minhas com pessoas simplesmente pedindo uma selfie. E isso se aplica a qualquer pessoa envolvida na política e que interage com pessoas. E desafio qualquer um a encontrar qualquer declaração minha ou ataque a outros políticos flagrados nas mesmas circunstâncias", enfatizou.

Por outro lado, o jornalista Sigfrido Ranucci, apresentador do programa Report, contestou a chefe de governo. Em entrevista ao programa "Stay Serena", da rádio Rai 2, ele afirmou que a questão central não é a fotografia em si, mas o fato de Amico ter circulado em ambientes políticos e institucionais.

Segundo ele, o indivíduo teria tido acesso ao Parlamento italiano por meio de credenciais fornecidas por membros do partido. Ele também já teria entrado na Câmara dos Deputados sem se identificar.

Ranucci também destacou que Amico possuía antecedentes criminais antes mesmo do evento de 2019, incluindo condenações por receptação e acusações relacionadas a fraude e associação criminosa.

Atualmente, ele figura entre os principais réus no chamado "processo Hydra", em Milão, e tornou-se colaborador da justiça.

A investigação exibida pelo programa levanta ainda suspeitas sobre a proximidade de Amico com diferentes organizações mafiosas, incluindo contatos com redes ligadas à 'Ndrangheta e ao círculo do chefe mafioso Matteo Messina Denaro. 

Ansa - Brasil
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