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Líder da oposição de Taiwan chega para missão de "paz" na China, presidente pede conversas

7 abr 2026 - 11h03
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A ‌líder da oposição de Taiwan chegou à China nesta terça-feira para uma missão de "paz" e uma possível reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, já que o presidente taiwanês, Lai Ching-te, reiterou que está aberto a conversas, mas que a ilha tem o direito de ⁠traçar seu próprio caminho.

Presidente do principal partido de oposiçãop em Taiwan, o Kuomintang (KMT), Cheng Li-wun, fala com imprensa em Taipé antes de viagem à China
7 de abril de 2026 REUTERS/Ann Wang
Presidente do principal partido de oposiçãop em Taiwan, o Kuomintang (KMT), Cheng Li-wun, fala com imprensa em Taipé antes de viagem à China 7 de abril de 2026 REUTERS/Ann Wang
Foto: Reuters

Cheng Li-wun, presidente do Kuomintang (KMT), o maior partido ‌de oposição de Taiwan, está viajando em um momento de aumento da pressão militar chinesa sobre Taiwan, que Pequim considera como ‌parte de seu próprio território, e enquanto ‌o Parlamento dominado pela oposição trava um plano do governo ⁠para gastos extras com defesa no valor de US$40 bilhões.

Falando aos repórteres na sede de seu partido em Taipé antes de ir para o aeroporto, Cheng disse que está indo em uma "jornada histórica pela paz", mas admitiu que algumas pessoas se sentiram incomodadas com sua ‌viagem.

"Se você realmente ama Taiwan, você aproveitará até mesmo a menor chance, ‌todas as oportunidades possíveis, ⁠para evitar ⁠que Taiwan seja devastada pela guerra", disse ela.

"Portanto, prefiro acreditar que todos os taiwaneses ⁠esperam que esta viagem seja ‌bem-sucedida, porque podemos transformar ‌o lugar mais perigoso do mundo no lugar mais seguro do mundo."

Cheng chegou ao aeroporto de Hongqiao, no centro de Xangai, com segurança reforçada e foi recebida por Song Tao, chefe ⁠do Escritório de Assuntos de Taiwan da China.

Acompanhada por Song, ela pegou um trem para Nanjing, onde fica o mausoléu do fundador do partido, Sun Yat-sen, que derrubou o último governo imperial e fundou a República da China em ‌1912.

As duas autoridades "conversaram cordialmente como amigas" no trem, e Cheng disse que a viagem dela foi "especialmente rara e preciosa", informou o KMT ⁠em um comunicado.

A China, que nunca renunciou ao uso da força para colocar Taiwan sob seu controle, recusa-se a falar com o presidente Lai, dizendo que ele é um "separatista".

Ao discursar em Taipé na terça-feira, em uma cerimônia em memória do falecido defensor da democracia Nylon Cheng, Lai reiterou seu desejo de manter conversações iguais com a China.

"A igualdade e a dignidade são extremamente importantes: Taiwan não faz parte da República Popular da China e tem o direito de seguir um modo de vida que valoriza a democracia, a liberdade e os direitos humanos", disse ele.

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